Foi uma relação intensa, foi com base nela que escrevi aquele texto sobre como reconhecer uma mulher fogosa. Foi numa lotação, Otto-Teresópolis, ela estava dentro da lotação e me chamou, eu vi, mas não reconheci na hora, estava muito diferente, mas fui sentar do lado dela, acabamos falando sobre a família e que ela ainda estava morando ali nos Jardins de Nonoai, onde várias noites passei com ela por ali, na espera de ter que ouvir um chamado do celular, e então sair para depois voltar para casa. Eu nem sei ao certo porque não liguei para ela e talvez ela tivesse pensado a mesma coisa, tem que partir dele querer ficar comigo, ou melhor, com ela. Eu não fiz e hoje penso se fiz a coisa certa ou não, se poderia ter ido viver aquela vida que ela tanto queria que eu fizesse, mas ela teria que me reconquistar de novo e não saberia dizer se eu não estava comprometido com outra mulher e se tivesse seu não teria a capacidade de manter novamente uma relação com exclusividade, acho que desse vez, o destino chegou a me perguntar como se fosse uma decisão apenas e somente minha, agora é contigo, tu precisa decidir, e eu decidi não ligar e não ir atrás, porque seria uma relação que a gente não saberia dizer se valeria a pena, que não causasse qualquer tipo de sofrimento. Sempre tive um pensamento de que para valer a pena, tem que estabelecer o momento como único, como no caso da loira falsa, que uma noite inteira foi suficiente para definir uma paixão que no fim foi possível escutar dela de que não era tudo isso.
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
O re-encontro com Cassandra
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