- Textos interessantes. Acompanho as lembranças e admiro a forma como relatam.
Não tenho como participar, mas admiro as vivências e essa amizade .
- É que mesmo depois daquele período intenso, dos vários anos sempre andando juntos, houveram outros, esses já na idade adulta...onde a gente ainda tinha muita coisa para dizer.
Essa participação é importante, pois em algum momento os vínculos nos trouxeram até aqui, meu irmão W fala dos encontros com os colegas de científico ou da antiga CRT, joelhos, cabeça e saúde vão limitando os encontros...cada vez mais. Cada encontro é uma grata oportunidade, de grande valor emocional.
Eu costumo dizer que tive fama, poder e dinheiro, construído no decorrer dos anos, que me permitiu conhecer muita gente, experiências inacreditáveis e momentos de intensa euforia por assim dizer. Não é possível descrever tudo nem de forma sucinta. Chegou uma hora de rompimentos com aquele modelo, sair dele não foi fácil e vos digo que eu nem queria, eu havia mudado muito, mas continuava o mesmo na essência. Também dizia que até para continuar o mesmo precisa mudar, depois que a gente muda, para voltar é outra viagem. De qualquer forma, depois dos 52, quando perdi muita coisa, foi necessário me adaptar às novas famílias uma missão que me era apontada como desafio, tinha um perfil de muita diferença em relação ao que as pessoas viviam e a forma como elas lidavam com os extremos, a questão cultural e a financeira foram determinantes para aceitar tanta mudança. Lembro que às vezes eu me via numa estrada esperando um ônibus passar na parada, que ele não viesse cheio e que eu pudesse ir até o centro, para trabalhar. A partir de 2015 veio reconexao com Deus e muita ajuda de vários anjos que passaram na minha vida, pessoas iluminadas. Isso também é um reflexo das pessoas que ajudei, e foram muitas, tantas que era possível imaginar que quando eu precisei da ajuda, outras apareceram para a reconstrução. Depois desses tempos eu ainda pude viajar para vários lugares, ter momentos de intensa realização pessoal e emocional, mas aquele meu eu ainda estava lá e como diz a Luizito, não sei aonde isso vai parar. Sinto e pressinto que haverão outras mudanças, dessa vez numa fase mais conectada e agradecido por ter tido a oportunidade de viver tudo isso e estar aqui contando para vocês.