segunda-feira, 5 de maio de 2025

divórcio cinza

 De 10% em 2010 para 30% em 2022, me divorciei em 2012, foi cruel, estigmatrizante, não havia ciúme, não havia dependência, o convite veio dela, mas ao perceber o erro grave que cometera, tentou anular o que a juíza não aceitava, o meu confrontamento, com ela mesma. Percebi essa sensação quando me tornei jurado, ela gostava demais de mim, mesmo sabendo que eu não deveria estar ali sob nenhuma circunstância, preferiu ouvir um desabafo de uma jurada que pediu dispensa e fazer todo pagar por aquele mico desnecessário, ela atende o celular na hora da audiência e sai da mesma sem dar nenhuma explicação de nada. 

Não vejo o auto-encontro de nada, não era a sensação de se redescobrir, porque alguma peça  estaria faltando, não valia mais a pena a continuar procurando por uma coisa que estava sempre ali, perda desnecessária em pagamento de dívida já comprovadamente suspensa. Não havia nem toxidade em jogo, porque tudo era muito divertido, até que deixou de ser, a juíza não aceitou a desconsideração do divórcio, não foi um blefe dela, dizendo antes de terminar que não ia voltar atrás, se dirigindo a mim.

Imagina-se quantas noites sonhando ou acordando de algum momento, perguntando aonde está a pessoa?

Não existe divórcio cinza para quem se emancipou por obrigação, por erro, por desperdício, a família não deu o apoio suficiente e necessário, se omitiu, e com isso o relógio do tempo acabou por atrasar a vida de todos, que acreditaram no romantismo de que ser feliz precisa de uma atitude de ampla repercussão, coragem envolvimento e desejo de querer que as coisas fiquei exatamente como estão.

Essas mulheres se arrependem de não ter virado as costas e resolver a sua vida, com base no sentimento que viria depois, da saudade, do querer, da sua natureza emocional e, principalmente, de não se separar.

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