Não sei se vou me lembrar direito, mas tive um romance naquela rua, num apartamento por ali, era a Vânia, mas isso faz muito tempo, a minha primeira experiência de Mulher que gritava na hora da transa, ela não chorava, apenas gritava, e ela um loucura alucinante, depois ela virou uma artista, assim como o pai. Lembro-me que ofereceram um trabalho junto com o meu num banco, ela não aceitou, quando o correto era esperar ela assumir e me demitir, fui egoísta e excêntrico, ela merecia coisa melhor, mas não arrumou, teve um filho com um trabalhador da Infraero. Agora, eu já me esqueci daquelas saídas noturnas, em que a paixão e emoção tomava conta da gente, e aqueles gritos me atormentavam e aos motéis também, sempre tinha a possibilidade de dar duas tentativas, era novo e estava com todo clamor e intensidade. Poderia ter guardado aquela energia toda para hora certa, mas quem quer esperar? e esperar o quê? A gente quer mesmo é abraçar o mundo. A escadaria eu atravessa no meio da madrugada, acho que ela morava no 102, de qualquer forma, poucas vezes transei com ela por ali, mas me lembro que o carro uma vez estava em fase de ter que embaixo dele para ligar, se ele não pegasse de primeira e naquela vez ele pegou de primeira. Uma vez, descendo a escadaria, tinha a rua André da Rocha, a rua do prédio das travestis, lugar em que todas ali, buscavam deixar os clientes em mau lençóis, denegrindo a história da rua e das pessoas, até com os bares e copiadoras que existiam no local.
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