quarta-feira, 10 de março de 2021

Bandeira Preta

 O que nos derruba é a logística e tanta falta de consenso em tudo que se faz e o que se diz. Me lembro da minha primeira máscara, de papel, em 3 vias, ficou bem interessante. Depois de muito tempo comecei a comprar, comprei muitas e nunca mais me separei delas, cheguei a pensar num baile de máscaras, como seria. Tirar a mão da cara seria um fator importante, um fator decisivo, mas não preponderante. Chegou-se a conclusão de que o distanciamento das pessoas seria o ideal e o isolamento das pessoas de forma radical apenas seria necessário. Definitivamente, não estávamos preparado para o carnaval, nem para os ônibus, trens e outras formas de aglomeração. Essa questão da máscara já era decisivo desde o início, mas faltou uma mão para que isso desse certo e a gente sabe exatamente porque isso aconteceu, o país não comprou vacina e não acreditou que o modelo novo seria menos prejudicial que o anterior, mas acabou sendo pior, muito pior porque nele as pessoas chegaram a uma condição de igualdade sem condições de manter seu status, as pessoas não tiveram chances e não puderam se defender, ficaram sob uma condição de desespero e sem uma possibilidade de salvação senão a de pedir a Deus para que isso ficasse em condições de pelo menos uma possibilidade de uma dignidade, mesmo os incrédulos, os que simplesmente desfizeram tudo em que Deus mostrou e considerou dentro dessa verdadeira aposta feita de forma injusta e no montante de prejudicar pessoas sem que as mesmas pudessem entrar no momento e mostrar que tudo isso merecia uma outra história. Eu ainda acho que mesmo assim, os culpados vão colocar a culpa em outros que não sejam de fato os que deviam ao menos perceber que tudo isso não era para ter acontecido assim, e isso foi muito aqui, mas foi em outros lugares também, somos imperfeitos e o aviso foi dado como sempre, mesmo correndo riscos, as pessoas não se desapegam do que não tem capacidade de sentir e absorver a sua própria sabedoria sobre o que tantas vezes desafia e e insiste na procura de ser superior, onde o ente superior expõe as nossas fraquezas e nossos delírios acreditando em inverdades e em fantasias e em constantes enganações, hora de acordar...

Uma variante chamada Moro

 Esse país tem essa característica, de acreditar em coisas que são definitivamente uma amostra da pouca percepção lúcida dos assuntos, da maioria deles, opiniões bestificadas e incrédulas. Teria mesmo Lya Luft votado em Bolsonaro? das pessoas que escrevem maravilhosamente bem e são influenciadores com sua duas idéias e "ensinamentos" de não ter aquela percepção real sobre Deus? Essas pessoas tornam a situação muito, mas muito, impraticável e acabam sendo testadas para que mudem, elas até mudam, mas não dura muita, acabam voltando ao início, não tem esse interesse em acreditar e ser diferente daquilo que sempre foram e nem a possibilidade da leitura, do conhecimento e da não prática de um modelo diferente que poderia diferenciar algo que realmente faça a diferente da sua vida e consequentemente na vida das outras pessoas. Eu acredito nas pessoas que retornam ao tipo de pessoa que um dia foram e se arrependem, e procuram com apoio de Deus, a serem melhores, com o desejo intrínseco para que saia dentro de si aquilo que verdadeiramente desejam e comprovadamente vejam essa mudança no dia a dia da sua vida.

Eu aqui prefiro não falar de um juiz e o que se fez no cenário do Brasil atual, isso é um problema muito maior, de uma população incrédula, que não está preparada para lidar com o que realmente interessa que é um modelo melhor, pessoas melhores, que tenham sido preparadas para ver isso no coração das pessoas, da bondade, da generosidade e da construção em termos de visão que não seja do seu umbigo apenas, da literal capacidade de mudança de pensamento sem um impacto profundo, quem acredita que isso possa acontecer. Não adianta apenas exemplos, existe apenas uma capacidade de caráter, de personificação da pessoa como índole de melhoria contínua, da doação e do ao comentar, falar, relatar sobre tudo, veja e perceba o lado humano em tudo e quem tiver essa capacidade vai saber que isso é o seu entendimento e seu papel no mundo e para que veio aqui. Todos temos o tempo e a devida oportunidade de realizar, mas quem se prepara para isso?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Valorize os verdadeiros amigos

 

Valorize os verdadeiros amigos

“Não é viver cercado de muitas pessoas que mostra que tem verdadeiros amigos. Às vezes é preferível ter poucos amigos do que iludir-se com pessoas que não merecem sua confiança. Entretanto, jamais restrinja seu círculo de amizades. Cada ser humano sempre tem algo para nos ensinar, mas sabia confiar e dar valor àqueles companheiros sinceros e que o querem bem. É justamente no infortúnio e na necessidade que conhecerá os verdadeiros amigos, que o auxiliarão nas horas difíceis, desprendidos de interesses e segundas intenções. Quem tem amigos sinceros e leias possui um grande tesouro nesta vida.”

Iran Ibrahim Jacob


Nelsonpoa 

Os amigos fiéis, sobraram dois apenas, existem outros perdidos por aí, imagina durante uma vida, quantos não se perderam, mas estão lá por vínculos desnecessários eu diria, talvez um dia até fizesse uma parte realmente importante, mas não se mantiveram por estabelecimentos de eixos difusos. A relação com as mulheres pode ser considerada a mesma coisa e a pergunta que deve ser feita é aquela que não temos coragem de fazer, o que representamos de fato na vida dessas pessoas? 

Nos dois que sobraram me faz lembrar que na praia, agora a pouco tempo, um deles ficou comigo olhando o mar, ele acabou lendo e eu cochilando com a cabeça caída ao lado dele, muito a falar, muito pouco a dizer. Esse dois estiveram juntos em momentos decisivos desde sempre, são incomparáveis. 

Tenho aqueles que se mostraram e disseram amigos, até contaram segredos confusos e no fim eles mostraram o que eles eram de fato, apenas se desligaram, e isso é uma questão de procurar entender o que já deveria estar escrito em momentos de apenas interesses familiares, estavam mesmo muito distantes, é na hora ruim que tudo acontece e se resplandece da figura AMIGOS, transcende aquilo que deveríamos nos ater, ao entendimento sobre a natureza dos fatos e das ações e dos acontecimentos. Quem quer refletir sobre amigos indesejáveis e inoportunos? Queremos e precisamos falar sobre os bons, aqueles que representaram uma história que vale a pena ser contada e lembrada sempre.

Em tempos de pandemia, a gente deveria fazer um diário e contar como tudo aconteceu nessa época de máscaras, onde nem um baile de máscaras foi pensada e como poderia ser? Não faltou inspiração, essa sempre está com a gente, faltou mesmo a vontade, aquela que nos impulsiona e nos inspira a refletir e entender sobre o universo dos relacionamentos que nos cerca. Preferimos nos resguardar ao lado de Deus que é o centro de tudo e que nos comanda para que as coisas aconteçam como a gente espera todos os dias. 


segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Entre 1975 e 1977 - parte 3

 - Boa tarde gente!

 Deu uma esquentada por aqui

Bem eu não me lembro do Rudi, seria alguém parecido com o Ricardo Issi?

O Mário...desse então...🤔

Da Arima...eu gostava dela, ela tinha um nariz muito bonito, eu até fiz um desenho do nariz dela na minha classe, alguém lembra disso? Ela tinha mesmo uma irmã que não me lembro o nome. A Arima gostava mesmo era do Mandadori, este era um gozador, só o nome dizia tudo. Acho que ele tinha um irmão.

Eu me lembro da Rosilene, essa eu tenho uma história interessante, uma vez nós saímos juntos e eu achei que não ia ter jeito, ia ter que conversar com ela mesmo e caminhamos uma quadra falando de amenidades e talicoisa. Eu sei que um belo dia ela sem querer veio em direção a minha classe de costas e bateu no meu braço e ela pensou que eu tinha passado a mão nela, logo eu, que sinceramente, não teria essa capacidade, mas ela olhou para minha cara e falou bem séria "era isso que tu queria", eu fiquei com cara de idiota, de tão espantado que fiquei.

Eu tenho apenad um cd do Lupicínio, deve estar perdido aqui em casa em algum lugar, ele cantava dor de cotovelo e isso definitivamente não faz mais parte do meu repertório.

O Hipo imcosul...eu tinha crediário lá, me lembro de um peixe que comi lá uma vez, tinha um restaurante no 6°  andar, vomitei aquele peixe uma noite inteira, acho que estava meio salgado, assim como o vinho, que quando bebo demais passo mal.

Eu só trabalhei no J.H.Santos, como eu gostava.daquela loja, foi uma experiência profissional que me jogou para o mercado, eu tinha futuro no comércio, mas naquela época eu não decidia nada sobre coisa alguma e estudar era uma imposição, como o casamento, a gente nunca sabe onde a gente vai parar.

A brochice que nos desconcerta

- Diabete subiu, pressão subiu, meia garrafa de vinho e 3 cervejas...um estrago!

- Bah, tens de te cuidar.

- Tenho que largar as cachaças, o resto já tenho médico marcado

- Ela quer que eu vá ao médico consultar a brochice...

 ...mas a causa é outra.

-  Olha, isso tem que ver mesmo. Um dos meus médicos me disse para largar a mulher o outro disse que a testosterona estava baixa, tudo ilusão, eu estava com as veias entupidas.

Depois disso voltou a funcionar normalmente, aí tive que me "adaptar" a mulher que só pegava no tranco...

- Eu acho que é o peso da idade, tô chegando ao fundo do poço.

Natural pra todo mundo.

- Depois disso resolvido, aí veio o resto, o que tu chama do "motivo é outro", ela até queria na hora, esquecia das coisas que dizia e o clima já tinha ido...

Pára com isso, essa história vem de l longe e tu sabe disso, eu fui atrás para dar conta da lôca, que valia a pena, aquele corpo merecia um trato.

Tu é interaço, tem que tomar coragem e pagar caro... por um especialista, tem clínicas que botam o cara para cima na marra...tu fica enrolando e perde o melhor, tu poderia dar uma surra de cacete todos os dias se quisesse, mas continua com medo...

A mulher do mano quando bebe chora pra mim que deixou de ser Mulher porque o outro desistiu e disse que não iria, ela que se virasse. Que tipo de egoísmo é esse, de dar um tiro no próprio pé.

Quando a mulher não ajuda, nós temos que virar o jogo. Quando eu estava com a Kk bah, aquela mulher fazia o negócio levantar de qualquer jeito, só de olhar para ela a coisa já ficava pronta. Teve uma vez no motel que estava quente e  tinha que aumentar o ar, até ela achar o óculos e acertar, o negócio ficava ali endurecido esperando a doida voltar, ela era do ramo, um Mulheraço na cama.

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Juliana Brizola apoia Manuela

 Bah, os comentários estão em clima pesado por aqui. Sinto cheiro de bolsonaristas sofrendo por antecedência. Botar um bolsonarista no Paço seria dar um tiro no próprio pé, direito e esquerdo, ao mesmo tempo. Dessa vez os funcionários vão migrar em bando para outras paradas.

 Pelo que vimos na pesquisa, os eleitores acima de 55 estão com Melo, sendo que seu vice, é um correligionário de Bolsonaro, ou seja, vacina, covid, máscara, testagem estando para vencer, tudo não afeta a cabeça poluída dos idosos, que estão apostando tudo nesse novo governo liberal, que pretende privatizar tudo por aqui e pagar muito mais por serviços terceirizados, porque não tem competência para gerir. Bolsonaro colocou um maluco na educação, escancarou para o mundo a questão ambiental mal fiscalizada, com a radicalização que coisa de meio ambiente é de esquerda, trocou os ministros da saúde e acabou se envidando, e a população de Porto Alegre está beirando a doideira de eleger um seguidor de Bolsonaro, isso nada tem a ver com o Melo, que é um político tradicional, de campanha, de interesses, mas não esses interesses aí que está prestes a se envolver, com uma linha diferente da briga PP e PSDB, estamos falando de gente que não tem uma conexão com essa cidade. Marchezan massacrou seus funcionários aplicando um rombo na suas atividades profissionais e de valorização de trabalho, não pagou suas reposições, não pagou suas gratificações, alterou seu plano de carreira, retirou inúmeras vantagens que vieram no decorrer dos anos, ele deveria saber que todos que fizeram essa política anteriormente, hoje tem apenas uma lembrança de momentos ruins nas suas vidas, Marchezan foi isso na vida dos funcionários, momento ruim, de doenças, de desgastes, de alteração no seu equilíbrio financeiro e emocional, muitas pessoas dependem dos funcionários, além dos filhos, parentes, a loja da esquina, o agiota, o padeiro, o ambulante e o açougue da esquina, que certamente tiveram esse abate também durante os últimos quatro anos. Nesse momento resta os funcionários se unirem em razão não de uma ideologia, mas sim de uma causa, que é manutenção do seu trabalho, da sua renda e da garantia dos que sustenta já que a ideologia a ser imposta caso Manuela não vença é a de um completo isolamento social, psicopata e esclerosado, com a ascensão dos serviços que não estão mais ao seu alcance e deixando a cadeia produtiva e evolutiva da sociedade muito mais pobre e a margem de uma sociedade entrando perigosamente sob um crescimento elitista e sem mais o domínio do público sobe o privado, Porto Alegre ainda voltará aos tempos em que uma massa que abduzida pela força do poder, vai acabar declinando da permanência e do controle do que não é mais seu.


sexta-feira, 20 de novembro de 2020

O vice de Melo

 Vai ser muito difícil Melo se desfazer da imagem de carregar o estigma de Bolsonaro na sua chapa, já que o vice demonstra nas suas postagens a relação que tem com as atitudes do presidente. Os funcionários municipais devem se previnir sob o efeito dessa candidatura e o que ela representa, após um governo que nunca negociou em nada com a categoria e "bateu" o tempo inteiro nas suas reivindicações, colocando inclusive a guarda municipal contra seus interesses, esse filme de terror a população já viu.


Guion - Por favor não feche as portas

 O Guion tem uma programação diferenciada, de qualidade superior, filmes premiados e com vários estilos sempre mantendo uma linha de pensamento que nos aproxima da realidade, com cineastas de qualidade, atores e atrizes que, alguns mesmo não sendo conhecidos, com um talento e capacidade de interpretação especiais, ou seja, esse cinema não é para qualquer um. Com público diferenciado, o local é extremamente aconchegante e agradável, com atendimento impecável.


quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Entre 1975 e 1977 - parte 2

 Bacana...eu até acho que aos 52 eu antecipei um pouco dessas lições, a gente muitas vezes abre os caminhos, mas não consegue trilhar, são tantos enredos e tantas apegações, que se desvencilhar disso tudo é muito cansativo. Romper com esses paradigmas é para os fortes, os que tentam passar a perna no destino e sair da vida normal para trilhar um novo caminho, em que cada porta é uma surpresa, um desafio ou até mesmo uma aventura, a gente acaba percebendo que havia cansado de nós mesmos.

Nossa é muita lição para uma noite...e hoje eu talvez gostaria de conhecer mais pessoas, subjetivamente falando, que nos façam sentir aquele frio na barriga como nos nossos tempos aqueles onde tudo era uma descoberta, uma sensação que não tenho bem como explicar, percebo que o tempo está correndo e cada vez mais esse sentimento está querendo que eu esteja no lugar certo na hora certa.

Bem, o Luizinho sempre teve essa vontade e compartilhava comigo o fazer acontecer. Eu atrapalhado, num modelo diferente, o Luizinho com 3 filhas, imagina...enfim o nosso detetive conseguiu, e agora aguardamos o momento dessas conversas virem para o mundo real.


Os vices de Melo e Manuela

 Entendo o jornalista, assim como eu, sabemos que a trajetória de Melo não combina com seu vice, ainda mais para quem foi batedor de caixa da CEASA, mas a política tem disso, acabar ou devastar com qualquer sonho se você não se unir com o lado que não tem nada a ver com a sua vida, como sempre acontece, acaba se contaminando e sucumbindo pelo poder, não o de fazer, mais sim o poder de se deixar levar e usar um discurso que lá no início jamais passaria pela cabeça de ter que utilizar um dia. Os liberais geralmente são os radicais, e a esquerda é o comunismo que muita gente nem sabe o que é e em que momento ele realmente teve força. Para misturar o momento de pandemia, onde os liberais e direitistas adotaram uma política melancólica e surpreendentemente de rebentação com a comunidade científica e médica, não teve o meio termo em relação aos seus ministros da saúde. Iniciativa diferente teve o prefeito, percebendo a gravidade da situação adotou uma política de contenção e fechou tudo, diminuindo em muito a infecção por aqui nos vários meses seguintes, não usou isso a seu favor, por que vários seguimentos foram prejudicados, como em todo mundo. A única questão que fica em relação a isso é o efeito Tsunami, o primeiro sinal é o terremoto. Aqui, enquanto o presidente ao qual seu aliado-vice aqui em Porto Alegre era do mesmo partido, dizia que era uma gripezinha, a Itália havia fechado as fronteiras e a China construiu dois hospitais para milhares de pessoas em 30 dias, era o prenúncio do desastre, sendo que países já falavam sobre a máscara e a sua eficácia no combate a transmissão, faltou confiar e perceber que tudo isso poderia ter sido evitado ao máximo com muita informação e com ajuda da imprensa. O prefeito ainda sofreu um pedido de Impeachment por uso da verba da saúde em publicidade, como era um homem de pouca atitude de pedir engajamento pelos acontecimentos, foi levado pelo tsunami também.