sábado, 2 de janeiro de 2016

Quem já não perdeu as chaves de casa?

Se esse texto fosse aberto para inserções acho que não teria mais fim.
Uma amiga minha uma vez perdeu o anel no Motel, e não era o de casamento, era uma  bijuteria que ela gostava muito, eu acabei tendo que buscar porque queria fazer uma média com ela, até pensei em usar depois para ela se dar conta que eu tinha o tal anel. Falando em anel, tem ainda a história do casamento sem anel, que o que se usa é aquele que se tem no dedo na ocasião, mas isso é uma outra história também.
Aprendi a usar a concentração para lidar com a perda da chave da casa e do carro, com este acabei me livrando carro e terminei com o problema da chave, mas ainda falta o problema da casa.
Eu acabei perdendo uma vez a chave na feira, e precisava entrar em casa de qualquer jeito, e não restava outra alternativa senão perguntar para os feirantes, era quase meio dia, e estavam, indo embora, acabei descobrindo que por muitos anos comprei naquela banca o aipim e a melancia, e um dia faltavam dois reais para completar o preço da melancia, e o feirante disse que o dono não deixaria ficar sem o valor, preferiu não vender, dali eu realmente conheci a capacidade de algumas pessoas, sempre comprei naquele lugar, apenas não tinha o valor na hora e não sei se foi esse o fato de me fazer esquecer a chave numa das bancas. Foi assim que consegui pegar de volta a chave, perguntando, até que alguém me disse, foi um rapaz que fica no final da feira que estava com ela, fui imediatamente, quando de longe eu vi que aquele feirante estava com o meu chaveiro das cores do clube, ainda fazendo volta no dedo. Foi algo que deu certo, mas eu tive mais um caso que não deu muito certo, tive que bater em casa, em dar de cara com a minha mulher que estava furiosa com meu comportamento arredio, logo eu, mas depois de alguns dias meu irmão ligou e me disse que as chaves tinham ficado no carro dele, e eu perguntei porque ele não me disse imediatamente, na hora que eu tinha deixado a chave no carro, precisava entrar em casa de qualquer jeito, mas para ele isso tinha muito pouco valor. E é isso que o texto quer provar para esse ano, no valor que algumas pessoas dão a determinados fatos, escolhi uma vez que este meu irmão me ajudasse numa situação capital, não de dinheiro mas de vida pessoal, ele perdeu o celular naquela questão, como bateu o carro uma vez que lhe pedisse que comprasse um saco de leite.
Eu tinha um amigo, que uma vez me deixou pendurado num encontro e ele me pediu desculpas, apenas isso, de que não pode ir, não poderia fazer mais do que isso, e eu levei o bolo dele, anos mais tarde, acabei dando bolo em outro amigo, porque me esqueci de ir a um encontro com ele, nem sei como pude esquecer aquele encontro e eu só sei que ele ficou muito furioso comigo, eu tinha que dar conta de vários compromissos ao mesmo tempo e acho que aquele encontrar havia sido planejado a uma semana, para esquecê-lo, não é que eu não fui, eu me esqueci. É o meu melhor amigo até hoje, ele me perdoou, mas nunca mais fomos naquele bar, já estava na hora de abandoná-lo mesmo.
De qualquer forma ainda tive um outro compromisso que eu não fui, por que eu me esqueci, de um grande amigo, eu precisava dar um conselho para ele de um imóvel, mas eu acabei esquecendo e disse que não conseguiria chegar, pedi desculpas, ele aceitou, mas eu me culpo até hoje, quando precisei dele nas dificuldades da vida profissional, ele me deu um apoio incondicional, eu o respeitava muito, tanto que quando ele foi embora eu fiquei no seu lugar.
Perder as chaves, todo mundo perde, mas a gente não pode perder, pode esquecer em algum lugar e ter um plano B para esse caso, aquela época eu estaca com a cabeça realmente com muita pouca concentração e me preocupava mesmo era entrar no quarto errado e parar na cama errada, mas isso é realmente uma outra conversa.

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