"Virou uma cracolândia", afirmam moradores da região do Olímpico
Moradores vizinhos ao estádio reclamam de abandono da área, escuridão e violência
Morei e convivi muito anos junto ao Olímpico e frequentava o estádio desde pequeno, quando o pai, não importasse o que se passava, nos levava, sem falar da época das piscinas e por final, trabalhei como funcionário do clube e assisti a ampliação do estádio em 1978, pelo presidente Hélio Dourado, criamos a Geral e a Avalanche, Tinha um amigo que morava na Eurico Lara, depois eu mesmo morei ali, durante mais de vinte anos, depois ainda passei para Gastão, que o prédio era uma citação ao estádio, eu realmente respirava aquele estádio. O estádio definhou porque presenciou a estupidez de eu deixar de conviver com aquele lugar, que dizem virou uma cracolândia, na verdade a própria categoria de base se escondia naquelas colunas para fumar um baseado, eu sabia, eu via, eu presenciava porque andava à noite, de dia, de madrugada, via o placar luminoso todas as noites, até ia de vez em quando assistir os treinos dos jogadores, vi a instalação da bandeira, um marco na história do clube e do Olímpico. Vi muita coisa, às vezes ficava ali, na Praça Grêmio Foot-ball Porto Alegrense, apenas olhando e meditando, muitos amigos meus paravam de carro para me olhar, eu ali, pensativo. E foi isso que aconteceu com o Olímpico, que sentiu a minha falta, que percebeu as injustiças ocorridas, que mesmo assim, eu sempre tentei estar presente para que ele não se desse conta que eu tinha ido embora sem ele saber, sem me despedir, se ele entender o porque e não viver mais aqueles momentos de admiração. O Olímpico chora!
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