quarta-feira, 4 de março de 2015

Meu amigo Jaime

Meu amigo Jaime

Pois eu tinha um amigo que durante determinada fase da minha vida, conviveu comigo quase que diariamente e nos finais de semana também. Na fui padrinho dos filhos dele, acho que até deveria, já que aquela relação quando começou eu estava presente. Eu me descuidei dele naquela noite.
Ele morava próximo da minha casa, e a gente trabalhava no mesma financeira, depois ele me indicou para trabalhar no mesmo banco. Uma vez brigamos naquela financeira, ficamos de mal, mas depois ele virou chefe e as coisas se modificaram e acabamos trabalhando de noite mais próximos, tanto que saíamos do trabalho de noite e a gente ia comer pastel no Dino´s, a gente ligava para lá e a mãe dele ficava nos esperando com o produto pronto e a cerveja, e dali a gente traçava a estratégia de vida. Foi ali que surgiu a idéia dele de eu contratar a irmã dele para ser a minha empregada e babá do meu filho. No outro dia pela manhã eu já ia para o meu outro trabalho e ele para locadora, gostava muito de filmes e assistia não sei quantos por dia. Num relacionamento isso é difícil, a mulher dele era muito bonita, adorada e venerada pelo cunhado, que uma vez se declarou para ele, coisa de idiota mesmo. James era um cara muito versátil, jogava bola, e atuava como pedreiro, quando fez a sua casa, na frente da casa, da sogra, a qual considerava a segunda mãe, mas brigou com ela porque ele achava que ela tinha deixado aberto o portão, fazendo que o cachorro dele sumisse. Flávia era o nome da mulher dele, fazia faculdade de Administração, ela uma mulher a frente do seu tempo. Uma vez fui na casa dela, saber como estavam as coisas depois da separação, eu também tinha ficado viúvo, era meu melhor amigo, Ela me disse que James havia saído de casa e ido para casa da mãe dele, e quando ela ficou lá para ver com ele estava, nunca imaginou que a outra mulher estava lá. Foi uma grande decepção, daquelas que a gente não sabe mesmo como é que pode ter acontecido.
Semanas antes, numa saída noturna, eram quase seis da manhã, já bêbado, ele me disse que não queria mais continuar com aquela vida, que precisa de uma nova atração, de um novo desafio e que achava que iria sair fora. No dia seguinte, liguei para ele e perguntei o que era aquilo que ele tinha dito. Ele disse para esquecer, que não era nada e que não tinha importância.
Foi nos anos dourados, que aconteceu, aquele clube também me faz lembrar a história de que uma vez, estava na frente do clube com os amigos quando vi uma morena, interessante,  saindo sozinha do clube e que olhou para mim e eu disse oi...e ela olhou também, o que me fez acompanhá-la até o carro, perguntando aquelas coisas básicas de sempre e que aquela noite poderia render algo inesperado, e rendeu mesmo, o carro dela havia sido roubado...
Então, entramos todos, vários conhecidos, que lá dentro me perguntaram onde estava o James, nem mesmo eu sabia, sei que a festa estava muito boa. Chegamos no final da festa encontrei o James, com uma loira? E saímos lá fora, quando escutei ela dizer à amiga, de que não acreditava que tinha conhecido aquele cara, que ia ser o pai dos filhos dela. E foi mesmo, eu perdi o amigo, mas que também não ficou com ela, e até hoje a gente não sabe com qual ele está, só sei que ele continua jogando futebol.


Balas, pipoca e celular no cinema

Balas, pipoca e celular no cinema

Gosto muito de cinema, e freqüento vários locais, como shoppings, por exemplo. É no cinema que a gente se apaixona pelos filmes, ou melhor pelas histórias, e acaba formando e idealizando, em cima da nossa própria personalidade, os sentimentos que existem dentro de nós mesmos, enfim, nos emocionamos até com nós mesmos, com a nossa capacidade de nos purificar. É um sentimento que às vezes não é possível de explicar, acontece. Mas foi no Guion que aconteceu o fato, raramente utilizo o celular dentro do cinema, e aquele dia, a sessão estava começando, direto, sem os trailhers que sempre acontece, e estava terminando de passar uma mensagem pelo whats, necessária naquele momento, quando a menina me abordou e pediu que eu desligasse o celular, como que imediatamente; estava acompanhada, cruzei por eles na hora do café, depois  de pegar o refrigerante e a pipoca, provavelmente estavam chapados, pela agitação que chegaram ao local, eu vi, mas não me importei.
Geralmente nos shoppings é que podemos escolher os lugares, procuro o isolamento, é nesses lugares, que encontro a paz necessária, raramente vejo problemas nas sessões, quanto a balas, celulares e pipocas, eu posso inclusive roncar, quando o filme está chato, um cochilo, no cinema, no ar condicionado, não vai fazer mal a ninguém. Cinema não é que nem Lan-house, que necessita inclusive de um estudo a parte, que tem que freqüentar realmente está muito mal de internet, impressora, ou não conhece quase nada de informática é um dependente virtual, tem cada figura.
Se não me engano o nome do filme era Uma Nova Chance para Amar(com aquela atriz do “Meu querido Presidente”, com autação de Michel Douglas: Annette Bening, um filme que faz parte daqueles que a gente não cansa de ver). O filme até que valeu a pena, mas a situação foi muito desagradável, e só ocorreu porque eu estava de chapéu, estava sozinho e naquele cinema. Em outras condições a pessoa não teria a capacidade de sair da sua poltrona e ir lá exigir que a pessoa desligasse o celular, como se quisesse protestar e como se aquilo fosse resolver como todos os seus problemas, saíram o mais depressa possível quando acabou a sessão.
Achei que no princípio que aquela sessão ia terminar em barraco, mas o pior é de que eu sairia como culpado, não teria razão. Durante todos os filmes que já assisti na minha vida, acho que foram muitos mesmos, uma exceção, mas era necessária, não tinha como evitar. Com a pipoca e o refrigerante em copo, vou ter que sair para terminar de passar a mensagem? Enquanto ela falava comigo, consegui enviar a mensagem.

Diante disso, existe uma diferença muito grande nessas questões que envolvem o cinema e seus freqüentadores, uma questão apenas de educação e de postura. Essa idéia idiota de que tudo é errado e que devemos estar totalmente isentos dessas exceções deve ser bem avaliada, aquela sessão quase não acabou bem e por pouco não acabou em confusão, não gostei daquela inserção, apenas isso, não gostei mesmo, Logo naquele cinema, que tem uma característica peculiar,além de ser caro, ser freqüentado por pessoas de uma estirpe diferenciada. 

A poltrona azul

A Poltrona Azul

Assim como existia a Boate Azul, música cantada pela dupla sertaneja Bruno e Marrone, o caso da Poltrona Azul, poderia até virar música mesmo. Pois a poltrona existia por uma questão de dia dos pais, era realmente muito convidativa, ali ele passou boa parte do tempo, nos filmes, no futebol, no verão e no inverno, os sobrinhos também gostavam; era diferente das mais modernas que são praticamente uma massagem, até com controle remoto. Quando saía à noite para jantares e encontros com amigos, o que acontecia de fato era que o cachorro também ficava no local, ele ficava indignado porque em vez de sair com ele para passear, ele saía para outros lados, logo, ele ficava esperando ali, aproveitando o desfrute da mesma. O mais impressionante é que o cachorro sabia que ele não gostava de vê-lo ali, e no barulho da chave da porta, tanto fazia, ele não se mexia dali antes dele falar as palavras máginas:"te manda"! Mesmo assim, ele rosnava...e saái caminhando, com as patas duras, em direção ao quarto da dona. Aquele cachorro não era desse mundo.  Ele achava que  teria que fazer um tratamento psicológico com aquele cachorro, acho que como terapeuta eu deveria entender os problemas deles, já de quem ele gostava mesmo, não queria nem saber de dar satisfação para ele, tratava ele como cachorro mesmo.
Sei que depois de muito tempo, existia a questão de separar o “modus operantes” das questões de casa, ou seja, depois de tempos tempo longe da cadeira, e das suas coisas, chegou a hora de buscar aquilo que realmente interessava, que fazia parte da sua essência e entre elas: a poltrona azul? Não ! Essa foi informado a outra parte de que não queria, mas que aceitava a doação da outra, aquela que era valiosa para outra parte, de que tinha sido dado de presente e em outra situação. Mas como fazer isso então? Foi pedido então a doação daquela, que não era uma poltrona qualquer, era muito mais cara financeiramente do que a poltrona azul, digna de uma marajá!
A outra parte então, disse que só estava disponível a poltrona azul e que s não quisesse já ia embora naquela hora mesmo, assim como quem estivesse dizendo exatamente isso. Ele, insistente com a questão, apenas disse que: “- a poltrona azul” não! Ela representava tudo de ruim também, que aconteceu com ele durante um período de turbulência, representava uma luta perdida, uma causa destroçada, um equívoco de uma vida, enfim, a coluna havia ficado ali mesmo, assim como o resto das lembranças, era necessário fazer adaptações e durante muito tempo assim fizemos, com um colchão e as devidas adaptações, poderia ter sido melhor.
Inesperadamente, quando apareceram as coisas que realmente interessavam, qual a surpresa dele? Veio a poltrona da marajá! Com mochinho!  Uma batalha vencida despretensiosamente, do tipo com o ele quer dizer: ele queria de volta aquilo que ela não merecia mais. Gostaria que trazer de volta outras coisas como a aliança de brilhantes que foi obtida por ele através de muita negociação muito grande e ainda que dispondo de muito pouco dinheiro naquela época, várias pessoas envolvidas para fazer daquilo uma realidade. Enfim, as próprias coisas da mãe dele ele gostaria de tê-las de volta.

Inexplicavelmente, depois de algum tempo, andando na lotação, e visualizando a rua que estava indo para casa, quando, no outro lado da rua, não credita no que via, a poltrona azul exposta num brick perto de onde ela ficava, não acreditava mesmo, Ligou para o local e perguntou o preço: R$280,00 em três vezes no cartão. Esperou o tempo necessário, dois meses...e foi no lugar e não deu outra, era a mesma poltrona, a mesma, com outra forração, e azul, não do mesmo material, mas que mesmo assim, deixou-a muita parecida com aquela que ele não queria daquela forma. Foi lá e comprou e como brinde ganhou o frete da mesma, agora está com as duas poltronas, que ocupam um espaço desproporcional face a história que ambas ocuparam na vida dele.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Cláudia Tajes X Claúdia Laitano X Mariana Kalil

Cláudia Tajes  X  Claúdia Laitano X Mariana Kalil

Não gosto do que a Cláudia Laitano escreve, além do conteúdo, não gosto da forma como ela se expressa, já era assim ,desde os tempos do Café TV COM, não me traz qualquer simpatia, não é a mesma coisa do que o Fabrício Carpinejar, não gosto dele também, mas não consigo ficar sem ler as suas crônicas e seus “ensinamentos” de vida que acaba por transferir em palavras apropriadas que consigamos entender, pessoas que tem visão mais conceitual dos relacionamentos, coisas do tipo “onde o agradecimento e o pedido de desculpa estão soberanamente misturados”. Ainda assim, parece que ela está substituindo Martha Medeiros, no caderno de Domingo da Zero-Hora, eu gostava dela, muito, até li um ou dois dos seus livros, além dos aspectos da internet, mas depois, assim que diferente de Laitano, que nunca gostei mesmo, acabei por não gostar mais, acho que acabei discriminando MM por não entender como uma mulher é atoa, digo, atéia, agnóstica... e com uma capacidade iluminada de entender de vários sentimentos, não acreditar em Deus, como se ela fosse maior do que tudo, essas coisas que não vem ao caso discutir. Não leio mais suas crônicas, porque para mim, não dizem mais nada. Laitano é uma mulher culta e se esforça ao máximo para chegar a conduzir todo seu trabalho nesse sentido, ela não quer participar desse mundo pueril, ela é uma mulher elitizada e acho que é capaz de se desdobrar até para acompanhar o futebol, por exemplo, de uma forma mais formal, com terno e gravata.
Cláudia Tajes é uma literatura de sentimento, de liberação do nosso eu, da nossa vida e da nossa natureza simples de ser. Mulheres assim os Homens devem temer, nunca se sabe onde vão extravazar todo aquele sentmento. 

Agora, Mariana Kalil, é o tipo de mulher que me parece feminista, daquelas extremistas, por assim dizer, gosta de deixar claro, mas gosta de falar em marido, cachorros,  carreira, ambição, filhos e tudo mais que está no protocolo machista...Não falo sobre isso, porque eu tenho minhas observações sobre esse tipo de mulheres, que acham que o banheiro é o escritório, que fogem do marido como o diabo da cruz, que fazer jornadas de dez a dozes horas por dia e que de administração doméstica querem compartilhar com quer que seja, até o marido. Eu me lembro que uma vez numa palestra para o pessoal da minha empresa, a funcionária perguntou para Ivete Brandalise, com quem ela deixaria os filhos se precisasse estudar e trabalhar ao mesmo tempo, já que parece que o marido não era a melhor pessoa. Lembro que a respostada da Ivete ainda me pareceu a mais coerente até hoje, "deixa com a avó"(hoje a vó quer mais é se mandar). Sei que a funcionária saiu desapontada com a resposta (SERPRO 1981/82).  

Gabriela Mistral x Roquete Pinto.

GABRIELA MISTRAL X ROQUETE PINTO


Gabriela Mistral foi a minha primeira escola, não sei onde fica, só sei que estudamos lá, ali para os lados da Santana/São Manoel. Lembro de uma roda e que fiquei de mãos dadas com a queridinha de todos, a que todos queriam “pegar” naquela época dos sete anos. E eu peguei mesmo, nas mãos dela, e não consegui olhar para o rosto da querida, tanto que nem me lembro dela. Me lembro que no 3º ano, já no Roquete Pinto, tive uma paixão avassaladora por uma menina chamada Denise, morava na Getúlio Vargas, era muito bonita e eu não tinha coragem de nada naquela época e nem sei o que ia dizer para ela, se ela falasse comigo alguma vez, acho que eu desmaiaria. Roque Pinto era a escola maldita, passei com 51 em Mortematemática, professora Amazilis, já havia ensinado o meu irmão, morava no mesmo lugar que eu morava, depois de casado. Foi uma decepção aquela nota, quase que rodei. Foi a primeira vez que fui expulso da sala de aula e o pai foi lá ver o que tinha acontecido. Naquela época eu  colecionava um álbum de figurinhas e descobriam que eu usava o troco do pão para comprar figurinhas, entre apanhar nos dedos e perder o álbum, resolvi perder o álbum,  não sei porque, foi uma decisão que me coube. Aquela escola, que hoje não existe mais, era uma terceirizada de uma outra, na qual terminei meu ensino fundamental, Presidente Roosevelt. Acho que quem ia para lá era o refugo, não sei qual era o critério, mas era pague para entrar e reze para sair. No recreio acontecia uma coisa inédita, os pequenos se escondiam na secretaria porque a gente nunca sabia o que poderia acontecer com os adultos, do tipo ter que ser obrigado a entrar para baixo da escola buscar a bola que caia lá, com um pequeno detalhe, lá embaixo estava cheio de água e barro, ratos e todo tipo de situação que um menino de 09 anos poderia imaginar. Só sei que nunca mais vi a Denise e muito menos a empregada que trabalhava lá em casa, que era o meu contato e possível cupido. Esses tempos encontrei um motorista de táxi que estudou naquela época Roquete Pinto, nem podemos imaginar o quanto nos lembramos daquela época, que o Ademir, colega de aula, ganhou, com seu desenho espetacular, a melhor bandeira do Brasil desenhada. Como prêmio, hasteou a bandeira quando da entrada na escola, semana da Pátria, época da ditadura. Aquilo realmente foi uma homenagem bacana. Dessas questões de cantar o hino, tinha uma agência da Caixa Econômica Federal, que fazia isso com seus funcionários, de arrepiar, todos funcionários, quando da abertura da agência, às 10h, ficavam todos na escada principal, enquanto as pessoas entravam, elas cantavam o hino, devem ter feito isso na semana Farroupilha também. Lembro que tinha um cabeça branca, um rapaz moço, que o sonho dele era ser aeromoço, comissário de bordo, pela Varig, realizou seu sonho, mas acho que o sonho dele hoje em dia caiu no mar, tantas as modificações que sofreram a aviação.
Naquela época aconteceram coisas inacreditáveis, que ficam guardados no fundo do nosso inconsciente e a gente não fazer questão de lembrar mesmo. Os aluno frequentadores do Roquete era como viver um Sonho e Liberdade, se livrando deles.

Impor Limites

Impor Limites

Essa questão de impor limites vem de muito longe. De tão longe que a gente nem sabe como é que acontece. Eu fui criado numa educação rígida, levei uns tapas daqui, outras chineladas dali, mas criança vai testando a nossa paciência até onde dá. Nunca quis demonstrar a minha autoridade porque as pessoas podem entender mal o tipo de relacionamento dos pais com os filhos. Eu sempre fui da teoria de que melhor uma criança bem educada do que um adulto sem estrutura, perdido, inconseqüente e intempestivo e que chora por qualquer coisa. Eles queriam reunir a família, viajar e passar por momentos alegres e felizes, eu detestava, porque enquanto eu educava para deixar um adulto melhor, os outros preferiam estragar tudo, preferiam contratar um psicólogo depois, de que a vida se encarregaria de fazer o resto, e a gente que agüente. Esse tipo de educação a pessoa tem que ficar isolada porque é um perigo para qualquer outra pessoa, não se trata da esquizofrenia, até porque isso também tem remédio, elas mentem, enganam e se fazem de vítimas,
As pessoas não entendem que precisam dar limites para os filhos, de que existem regras e que devem ser cumpridas, e que fechar os olhos, vai deixá-los pior para a vida e para o convívio com as outras pessoas, de que vários sofrimentos e constrangimentos acabarão por deixar as pessoas tendo que lidar com esse tipo de gente, de que os tempos muraram e agora, não será mais possível pensar que só o amor resolver, porque os relacionamentos continuam depois e que esses casais também terão filhos que certamente vão levar um pedaços dos seus pais e do que eles fizeram e que eles atingiram no passado.
O pior de não dar limites e tentar estragar aqueles que tem o seu limite certo é que terão que se adequar a ver uma vida de seus filhos tentando consertar os erros do passado, cometido pelos próprios pais. Se a educação foi bem realizada, os filhos seguiram o caminho normal, e vão se adaptar melhor a evolução das coisas profissionalmente.
Lembro que até poucos anos atrás eu sempre era considerado o “tio que não gostava”,  o tio que tinha que ter respeito, o chato, e lembro que meu irmão também era considerado assim, “chato”, “exigente”, queria resultados e teve, o filho dele é médico, o meu Administrador, já trabalhando. O resto ainda perdido tentando entender o que ocorreu no passado, e porque merecem uma vida privilegiada na casa dos outros, não sabendo que atrapalham a vida dos que tem que continuar as suas próprias vidas.
Todos gostam de conviver com crianças que saibam entender seus limites e até onde elas podem e devem participar com opinião e desejos, desde que não fiquem pensando que isso é o certo, porque não é. Educação é coisa séria, não é só responsabilidade dos pais e da escola, é de todos os pais quando pensam que a sua educação é irrelevante quando os mesmos precisam conviver com os outros.
  

Traição pode criar bloqueio para novas relações amorosas

Traição pode criar bloqueio para novas relações amorosas Jornal Comunidade Zona Sul fev/2015

Na palavra de Psicoterapeuta/neuropsicólogo/psicanalista essas questões estão associadas a experiências que ainda não foram superadas.

É na palavra do psicanalista Sergi Savian de que relacionamentos quando se ingressam na vida adulta tendem a mostrar problemas bem ou mal resolvidos da vida infantil. E mais, de que ao analisarmos a história de alguém que não consegue vincular-se afetivamente, é bem provável encontrarmos motivos que fizeram aquela pessoa se retrair. Esse é o X da questão, exorcizar os fantasmas do passado, o que a psicanálise sempre estudou, de onde se acha que a cura advém disso. De que existe a necessidade de um autoconhecimento, através de um acompanhamento.
Acho esses tratamentos, oriundos de muita preguiça, de que a pessoa precisa de um terceiro para se conhecer melhor, não quer estudar a si mesmo enquanto adulto. O que precisamos na verdade é de um profissional que consiga fazer um estudo de regressão para saber onde está o bloqueio para que a criança não conseguiu superar na vida adulta, localizar aonde foi que aconteceu o problema e a partir daí continuar o tratamento consigo mesmo. Uma coisa é certa, quem está bloqueado precisa, se quiser ter sucesso na vida e nos relacionamentos, desfazer o bloqueio e entender os motivos porque determinado assunto lhe atrasou tanto a sua vida profissional e amorosa.

Traição por paixão, por compulsão e por desejo carnal, ilusão de amor e perda do senso da realidade não são realmente traições no sentido real da palavra, aqui não colocamos a palavra amor, porque esse quando existe ele é único. A questão sexual nem sempre está vinculado a essa situação, porque temos a questão de afinidade, tanto sexual, amorosa e de olhar, de estabelecer vínculo afetivo, de várias combinações, mas que não estão todas em um campo só.
Nesse ponto é que é o X da questão, quando não se tem mais a plenitude acontece esses fatos que desestabilizam a relação, de que o Homem ou a mulher traem, porque necessitam daquele item a mais que só aparece depois que o relacionamento encontra aquela série de fatores que fazer do casamento uma rotina. A mulher geralmente, quando gosta,  não aceita que o companheiro possa a ter um novo relacionamento, e faz de tudo para tentar evitar o desfecho. No entanto, se acaba sabendo que está sendo traída, pode agir de uma maneira muito mais ousada e inusitada, pode inclusive acabar mal. Tem mulheres que não se importam porque acham importante a presença do companheiro por perto, desde que não fique sabendo de nada, porque na verdade ela tem interesses por outras coisas e o relacionamento é apenas uma continuação do ato familiar. 


uniformes

UNIFORMES

Sempre achei elegante usar uniforme, no trabalho e quando estudante. As meninas ficavam realmente lindas, e em determinado tempo, gravata, isso mesmo, gravata, em todas as fotos da escola. As meninas ainda ficavam de saias, não havia coisa melhor. Naquela época da ditadura, quando a diretora entrava na sala, todos levantavam em sinal de respeito, e naquela época também eu voltei para casa porque cheguei na escola sem a gravata, e sem uniforme: não entrava. A gravata fazia parte da indumentária, mas a gente não entendia o que significava aquilo, só sabia que tinha que usar, e a gente usava mesmo, todos os dias. As meninas mostravam aquelas pernas lindas. Depois de adulto, no trabalho, também usei o uniforme, um dia as camisas não secaram e me lembrei dos velhos tempos em pleno anos 2000, voltei para casa. A questão é que eu gostava mesmo de usar, e não foi por causa daquele incidente que acabei não usando mais, apenas saí do lugar que trabalhavam por que a megera era uma chefia da pior espécie. Fui chefe poucos anos porque eu sempre gostei de trabalhar em equipe e assim formei a minha melhor equipe de trabalho nos anos 1996. Eram todos já veteranos, eu era o mais novo por assim dizer, mas tinha visão de futuro e um pessoal q      eu queria fazer, tinha a possibilidade de realizar e comandar as coisas acontecerem. Eu era a favor da re-engenharia, quem não gostasse de trabalhar, que caísse fora, eram 14, gente que fazia até tricô no horário do trabalho. Agregamos a informática e sobraram no final 6, fazendo muitas atividades, lembro que a minha preocupação não era acabar com tudo porque teríamos que preservar nossa própria história. Acabamos sendo incorporados a um outra divisão, eu não estava mais lá.

Quando a gente ganhava uma calça nova e uma camisa nova, era um sensação, e boca de sino ainda, ou vinda de um alfaiate desenhado para o teu tamanho, era muito legal, mas foi no ensino médio que aquela fixação realmente tomou conta do meu ser, de admirar e começar a ver um outro lado, sensual e até erótico nas meninas, que raramente usavam saia, após o segundo ano, no primeiro era um grande entusiasmo ir à escola para apreciar aquelas meninas com aquelas meias brancas em seus vestidos de mini saia e com aquela camisa desenhada para parecerem verdadeiras misses dentro de um concurso de beleza mundial. Eu gostaria de citar os nomes, mas não seria possível, mas teve uma vez que a minha colega Joseane, estava tão bonita que tive que cumprimentá-la por estar tão bonita naquele dia, já era no terceiro e o ano já estava terminando. 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Forçar a barra

Não existe situação pior da que a do Homem macaco, aquele que pula de galho em galho, cara atrapalhado por seus pensamentos inconsistentes. Sempre pressionado e completamente irracional na hora da tomada de decisão, que quase sempre é a errada. Pressionar um homem para largar a família para assumir um relacionamento é no mínimo uma atitude incongruente com o amor. Forçar a barra requer não querer reconhecer que errou na avaliação, que meteu os pés pelas mãos, de que o trem está saindo dos trilhos.

Estar ou não estar... o golpe da barriga

Acho que foram três as que quiseram tentar me aplicar o golpe, na terceira eu quase tive um infarto, ela inclusive me mostrou as roupinhas do bebê. Fui parar nno hospital. Tive uma quase ex namorada que queria me seduzir de qualquer jeito. Tive amigas que aplicaram o golpe para sair da casa dos pais, mal sabiam a furada que se meteram. Tive estagiárias que queriam atitude, na possibilidade da perda do namorado, golpe! Pela culatra, ele já estava com outra.
Tem aquele golpe, que a sogra está armamdo a cama para outra ficar com o filho dela, mal sabe onde está se metendo.
Só acho que definir relacionamentos com base em usar um bebê é como interferir no destino e história de várias pessoas. Isso não me cheira bem se não é definido em conjunto.