domingo, 10 de novembro de 2019

Recordando o Itamar

[10:13, 28/06/2019] Nelsonpoa: Esse presidente é muito parecido com o Itamar Franco...
[10:14, 28/06/2019] Nelsonpoa: No governo FHC, Itamar Franco era o ministro da economia, de onde veio o Plano Real...
[10:15, 28/06/2019] PH: A economia era melhor?
[10:15, 28/06/2019] Nelsonpoa: Foi no governo dele que o Fusca ressuscitou, compramos um para vó Lygia...que carro!
[10:16, 28/06/2019] Nelsonpoa: O plano real acabou com a farra de quem não trabalhava...e só especulava...
[10:18, 28/06/2019] Nelsonpoa: Esse presidente também dava suas caneladas...uma vez ele apareceu do lado de uma modelo, sem calcinha, num baile de carnaval...foi manchete nas melhores revistas de fofocas e jornais então...
[10:18, 28/06/2019] PH: eh o CARA
[10:18, 28/06/2019] Nelsonpoa: E aquele topete então...prato cheio para o zorra total se fosse hoje...
[10:25, 28/06/2019] Nelsonpoa: Cara foi o Collor, calador de marajás, se elegeu só na propaganda, do que iria fazer...na verdade o que ele caçou foi a poupança dos brasileiros...depois de ministros cheios de testosterona e estrogênios elevados, foi nesse governo que o Brasil apareceu para o mundo...
[10:26, 28/06/2019] Nelsopoan: Aquele presidente gostava de uma coca...e a Rosane Mulher dele também foi acusada de desmandos na sua gestão de recursos, acabaram se separando por causa daquela aventura...
[10:28, 28/06/2019] Nelsonpoa: Presidente audacioso...ainda bem que tiraram ele na marra...o PC era o testa de ferro dele, das maracutaias todas...com a abertura das comunicações veio o resto...

Nepotismo

Nepotismo em alto grau: empregando parentes em massa, Bolsonaro corrompeu o conceito de coisa pública - O Globo
"O gráfico que O Globo publica hoje sobre a parentada que Bolsonaro empregou nos gabinetes da família é difícil de entender, tantos são os pontos e os cruzamentos. Mas não fica dúvida de que se está diante de um quadro de nepotismos em altíssimo grau.

Parentes de Bolsonaro, parentes das ex-mulheres de Bolsonaro, parentes de assessores de Bolsonaro, uma teia de relações familiares se tece a partir dos cofres públicos, que pagam a conta da generosidade de Jair.

Impressionante que um trabalho jornalístico como este não tenha sido feito antes — na campanha, por exemplo.

Talvez fosse útil para esclarecer os eleitores que estavam indecisos e pensavam, àquela altura, que o capitão merecia o voto, por passar a imagem de um político fora do sistema —  alguém que, assumindo, colocaria ordem na casa, contribuindo para acabar com as velhas práticas da política.

Afinal, não há nada mais arcaico do que o nepotismo, que remete aos tempos do papa da Idade Média, em que sobrinhos – nepos — eram nomeados cardeais apenas pelo vínculo de sangue. Eram conhecidos como cardinalis nepos.

Nos negócios fora da igreja, o nepotismo também era comum, e nem havia o conceito de coisa pública. Eram reinados, em que o poder vinha dos céus e não da vontade dos súditos.

O conceito de soberania popular surgiria mais tarde e é nesse conceito que, supostamente, se firma a república do Brasil.

Bolsonaro, entretanto, nunca separou o publico do privado. Nem na campanha, nem agora.

Basta ver o vídeo que um sobrinho de Bolsonaro, Osvaldo Campos, gravou recentemente quando ia para o casamento do primo, Eduardo Bolsonaro. Ele mostra o momento em que se dirige para embarcar em um voo da FAB. Por que o Estado tinha que ajudar a patrocinar a festa do filho do presidente?

O vídeo, depois de viralizar, foi retirado na internet  pelo sobrinho de Bolsonaro, mas já tinha sido copiado e está disponível em várias postagens no Facebook e no YouTube.

Na campanha, Bolsonaro foi questionado sobre as vantagens da classe política.

“A gente apoia o senhor, mas como é que a gente vai fazer um projeto de lei que acabe com tantos privilégios?”, perguntou um eleitor, que lembrou que existiam assessores sem qualificação.

“A gente tem que começar a arrumar a casas de cima, deputado”, observou.

Bolsonaro respondeu que não abriria mão das vantagens que o cargo oferecia e mentiu que só contratava pessoas competentes.

Segundo a reportagem de O Globo, há caso de assessores que nem foram vistas no local de trabalho, e alguns se declararam em registros públicos, como cartórios, que faziam outra coisa, não eram servidores públicos. Há donas de casa e até uma babá.

Uma possibilidade é que fossem laranjas e que nem ficassem com os salários, mas esta é outra história, bem mais grave.

“O que um deputado federal tem? 33 mil por mês de salário, está ok? 90 mil para contratar funcionários. Eu contrato meu pessoal competente. Funciona, me assessora, está ok? Você tem 40 mil para passagem aérea, transporte, carro, gasolina, almoço. Se é muito? Não sei. Eu uso quase tudo isso. (…) Para mim, é o suficiente, e não abro mão do que estou recebendo. Deixo bem claro isso daí. Não vou fazer demagogia.”

É surpreendente que Bolsonaro tenha recebido quase 58 milhões de votos, depois de dizer coisas como esta.

Recebeu votos em todas as classes sociais e teve proporcionalmente o maior apoio entre as pessoas com curso superior. Será que não sabiam que estavam votando em um político sem qualificação para ser o primeiro mandatário do país?

Se O Globo tivesse publicado este levantamento sobre o nepotismo antes, na época da campanha, teria tido alguma influência no resultado eleitoral? Difícil dizer. Talvez não, já que ele foi eleito mesmo depois de dizer que não abriria mão de privilégios.

Mas, com certeza, o jornal teria cumprido seu dever."

Direita?

Não vou dizer a verdade sobre votar ou não no PT...a família sempre foi esquerda, e agora vota na direita, passou uma borracha na censura e onde tudo começou ...o PT foi criado por causa do nepotismo, das leis que só para os amigos e para os inimigos os rigores da Lei, a direita torturou, mexeu na instituição da sociedade como forma Humana, mostrou toda a face ruim que poderia existir naquele tipo de mandato, que só nos faziar O B D C R...aí acontece uma lavagem cerebral nos nossos que votam de novo na maldade, na ruindade. Democracia, podemos botar ver as denuncias todas e botar o pessoal onde tiver que ser...direita nunca mais!

Entre o côncavo e o convexo

[14:27, 13/08/2019] PH: como diz a mae  . Na minha casa eu sou rainha  , na casa dos outro sou merdinha
[14:28, 13/08/2019] Nelsonpoa: Ele nem é tanto assim, convenhamos...
[14:28, 13/08/2019] Nelsonpoa: Eu tenho uma teoria sobre a casa dos outros...
[14:30, 13/08/2019] Nelsonpoa: Quando visitamos a casa dos outros, o mínimo que esperamos é ser bem recebidos, como se estivéssemos na nossa própria casa, e quando recebemos as pessoas que nos receberam, esperamos a mesma coisa...
[14:30, 13/08/2019] Nelsonpoa: É a lei do socialismo...
[14:30, 13/08/2019] PH: pois eh
[14:30, 13/08/2019] Nelsonpoa: Quando a coisa não funciona desse jeito...é porque alguém não ensinou direito as regras básicas de etiqueta e de convivência...
[14:31, 13/08/2019] PH: exato
[14:31, 13/08/2019] Nelsonpoa: É a lei da retração retrógrada...
[14:31, 13/08/2019] Nelsonpoa: tudo que vai por cima, pode voltar por baixo...
[14:32, 13/08/2019] PH: tudo que sobe um dia desce
[14:33, 13/08/2019] Nelsonpoa: É uma discussão de ponto de vista...e inútil, porque alguns pensamentos são da pessoa e no que ela acredita...
[14:35, 13/08/2019] Nelsonpoa: já estão tão impregnados na pessoa que a capacidade de entendimento e aborção de elementos que estão intrínsecos ao processo de desenvolvimento da mudança do estado conservador e imutatório do status quo, são inatingíveis a aceitação de outros sujeitos a nova ordem...ou seja, a pessoa não vai mudar, nem que esteja errada.

O mito

Além de tudo isso, o Assédio Moral, que deriva para o feminicidio, e de tantas outras doenças que essa população, que mal sabe ler e entender um texto  vai eleger um mito...se os que sabem, e olha que são muitos,  já se enganam e acreditam em poções mágicas, ilusões, e enganações porque esqueceram de olhar para trás, mas esses ainda sabem disso, e os que não sabem que não tem história, não tem cultura, não tem oportunidades, não tem um nome sequer, o que dizer desses?|
Eu faço a leitura de que todo ser que tem um mínimo de senso de justiça devia fazer dos seus governantes...independente de ser direita, centro, esquerda, etc...eu não endeuso ninguém, sempre me rotularam Brizolista, porque defendia a Educação em primeiro lugar e sem educação a gente não estaria nessa discussão ridícula de achar que o fulano é o Mito, e o Beltrano é o Mico...com certeza na minha impressão, nós falhamos em algum lugar, e vai ser assim por muito tempo, enquanto  professor for maltratado, mal pago, constrangimento, racismo, agressões e as pessoas não sabem do porque não entendem porque estabelecem as suas reações de acordo com os seus meios....são os reflexos de seus comportamentos e de suas atitudes, ou seja, só Freud explica...

Sobre o presidente e o STF...

[11:11, 27/08/2019] Nelsonpoa: Cego...completamente, não consegue ver....pede uns conselhos para teu pai, que votou no Bolso...nem sempre a gente acerta, aliás os erros tem sido maiores que os acertos, enquanto a gente acreditar nesse picaretas...com 30 anos de congresso e filhos mamando em vários cargos públicos, olha dá até nojo de falar sobre isso e acreditar que o cara vai ser a mudança...eu preferi acreditar que um professore de universidade faria melhor, com cergteza não tiraria 30% das verbas da educação e nem deixaria essa mídia atacar a
Amazônia...
[11:12, 27/08/2019] Nelsonpoa: Esse presidente é um tosco!
[11:04, 27/08/2019] Nelsonpoa: Quem concorda com isso que acontece...é porque tem muita raiva no coração, fica cego, nem pensa, é uma pessoa não esclarecida, não consegue ver o resto, está obssessivo...se perdeu!
[11:05, 27/08/2019] Nelsonpoa: Tem que voltar e reagir...sai dessa vida de acreditar nessa gente que só quer o mal...e se diz protegido por Deus...vamos esperar o que mais ainda pode vir.
A humildade e o trabalho estão longe de quem acredita nesse trapalhão, é o que me resta acreditar. Agora o STF se deu conta das trapalhadas do juiz esperto que virou Ministro e quer um carguinho também no STF com o acordo mais funesto, um golpe pior dos que os feitos na ditadura, onde o termo calada da noite, teu pai sabe muito o que significa isso, acontecia sempre; onde se viu numa delação tu não escutar o suspeito por último, é fim da picada, tinha que fechar esse STF com essa gentalha enganadora, pior são os enganados que acreditam nessa muquiranada se achando que vão mudar com eles, vão se enxergar

BANDO DE CAFONAS (coluna póstuma de Fernanda Young,

"A Amazônia em chamas, a censura voltando, a economia estagnada, e a pessoa quer falar de quê? Dos cafonas. Do império da cafonice que nos domina. Não exatamente nas roupas que vestimos ou nas músicas que escutamos — a pessoa quer falar do mau gosto existencial. Do que há de cafona na vulgaridade das palavras, na deselegância pública, na ignorância por opção, na mentira como tática, no atraso das ideias.

O cafona fala alto e se orgulha de ser grosseiro e sem compostura. Acha que pode tudo e esfrega sua tosquice na cara dos outros. Não há ética que caiba a ele. Enganar é ok. Agredir é ok. Gentileza, educação, delicadeza, para um convicto e ruidoso cafona, é tudo coisa de maricas.

O cafona manda cimentar o quintal e ladrilhar o jardim. Quer todo mundo igual, cantando o hino. Gosta de frases de efeito e piadas de bicha. Chuta o cachorro, chicoteia o cavalo e mata passarinho. Despreza a ciência, porque ninguém pode ser mais sabido que ele. É rude na língua e flatulento por todos os seus orifícios. Recorre à religião para ser hipócrita e à brutalidade para ser respeitado.

A cafonice detesta a arte, pois não quer ter que entender nada. Odeia o diferente, pois não tem um pingo de originalidade em suas veias. Segura de si, acha que a psicologia não tem necessidade e que desculpa não se pede. Fala o que pensa, principalmente quando não pensa. Fura filas, canta pneus e passa sermões. A cafonice não tem vergonha na cara.

O cafona quer ser autoridade, para poder dar carteiradas. Quer vencer, para ver o outro perder. Quer ser convidado, para cuspir no prato. Quer bajular o poderoso e debochar do necessitado. Quer andar armado. Quer tirar vantagem em tudo. Unidos, os cafonas fazem passeatas de apoio e protestos a favor. Atacam como hienas e se escondem como ratos.

Existe algo mais brega do que um rico roubando? Algo mais chique do que um pobre honesto? É sobre isso que a pessoa quer falar, apesar de tudo que está acontecendo. Porque só o bom gosto pode salvar este país."

Nelsnpoa: [16:22, 28/08/2019]  Pois lendo a coluna da Fernanda eu vinha tentando resgatar essa "diferença" que nos eleva a um patamar de pensamentos tão distantes, eu diria que seria igual ao limite quando ele tende a zero pela esquerda, é sem saída, tem coisas que a família tem nas suas origens a sua força com o sangue que corre nas veias, assim são os pensamentos. Eu com certeza seria igual, até o dia que eu decidi que não queria ser mais assim, eu queria realmente ser "diferente", começou lá pelos anos de 90, quando comecei a fazer meus primeiros cursos de relações humanas.
[Depois começou a se suceder um após o outro, ABRH, CRA, CRECI, e outros voltados especificamente a área de RH, em 95  uma pós graduação em Adm de Recursos Humanos, até palestras dei sobre o tema, e os caminhos se abriram mais ainda, cursos de gerenciamento em Recursos Humanos, fiz um curso na , sobre liderança em que fui aplaudido pela minha visão de participação de todos no processo de construção do meu grupo e da empresa.
Nelson: Após continuei como Presidente de Comissões, onde o meu discurso era para os faltosos, que podia a minha largar ele de mão, o filho não procurar por ele, a bebida tomar conta, as drogas consumir os pensamentos dele, até o cachorro ia abandonar ele, mas o único lugar que não iria abandonar ele, era o trabalho, aquele era a única alternativa de que ele poderia ser visto e respeitado ainda como um ser humano que merecia valor, de que até o chefia teria que respeitar ele, pois aquele lugar era dele e que ele tinha que ser respeitar e respeitar, e colocava o processo em cima da minha mesa dizendo que eu estaria acompanhando eles, eles nunca voltavam para falar comigo e mandava o processo para arquivar.
[16:23, 28/08/2019] Nelsonpoa: Não posso me considerar um cafona, já fui chamado assim, quando usava as calças dos meus irmãos, quando trabalhava numa empresa pouco séria na época, a minha calça de passarinho  era do meu irmão ...hoje esse termo para mim está muito, mas muito longe do que eu penso em relação às pessoas e as suas necessidades, essa é a diferença que tanto me atrapalha, e brega é quem gosta de Cadeira de Rodas, a música, Reginaldo Rossi, essas coisas...eu já não consigo mais ouvir as músicas como antigamente...com o tempo sei que a gente piora, mas seu estudei tanto e trabalhei tanto com isso, não é justo que eu tenha que ser aquilo que eu passei longo tempo tentando não ser.

Síndrome de Peter Pan sem sentido

Estamos falando aqui de tempo, de cada um ter o seu tempo, principalmente de amadurecer. Têm pessoas que demoram para amadurecer mais que as outras, algumas carregarão sempre consigo a síndrome de Peter Pan, por mais que tentem apoio para se desvencilhar desse abismo de insegurança que cruzam a vida delas. No que destoamos é na verdade das variáveis que não temos controle sobre o tempo, que cada um vem seguindo normalmente no processo de vida. Se a pessoa não seguiu o seu caminho ou destino no tempo correto, é porque alguma coisa durante o espaço acabou por prejudicar ou afetar a vida emocional, emotiva ou profissional dessa pessoa. Poucos têm a coragem de olhar para trás, mesmo sabendo da necessidade de ter que mudar, mudanças significado sair da zona do conforto, de ousar fazer o mesmo de forma diferente, mesmo sabendo que o caminho foi desviado, continua insistindo que aquele é o caminho certo, mesmo sabendo que não é.    O que nos move perante ao mundo, são os exemplos, aqueles que identificam a nossa posição perante ao mundo, as atitudes e definem o nosso caráter perante a vida. Quando falamos a última vez sobre ser parecidos, o SP disse que o filho é muito diferente dele, quieto, calado, não se comunica, brigamos... porque eu disse que o filho era igual a ele,  igual, ele repetia as mesmas coisas que o SP fazia quando estava ainda com a ex, eram iguais, depois ele falou que nunca foi calado, mas nunca escutou o filho sobre entrar em casa e não dar chance para o diálogo somente reclamações... era uma outra vida, que somos obrigados a nos modificar quando iniciamos uma nova relação, eu sempre digo assim, até para continuar o mesmo a gente precisa mudar. O que esse vídeo não mostra é o reinício aos 52, 53 e a chegada aos sessenta como se a gente ainda estivesse nos bancos escolares, e precisando reaprender tudo que se experimentou e conquistou durante os primeiros cinquenta anos, esse desafio é que torna tudo muito mais inspirador e desafiador, a gente acaba escrevendo tudo em forma de memórias, isso sim vale a pena querer saber onde estamos de fato inseridos no contexto e quando o universo paralelo vai nos dar uma nova chance de caminhar sem as amarras que nos prendem.
Meio bizarro, mas é isso: na prática, o autor virou réu e vice-versa. As entidades sindicais – que em 2011 haviam entrado na Justiça pedindo a extinção do Instituto Municipal da Estratégia de Saúde da Família (Imesf) – agora estudam formas de reverter a própria vitória. Ou pelo menos de adiá-la.

Já a prefeitura, fundadora do Imesf, até agora não moveu uma palha para retardar os efeitos da decisão do Supremo Tribunal Federal. E o efeito mais traumático é a demissão iminente de 1.840 profissionais, entre médicos, enfermeiros e agentes comunitários.

Vamos por partes: lá em 2011, ao pedir o fim do Imesf, a intenção dos sindicatos era impedir que os funcionários fossem contratados com base na CLT. O governo Fortunati, naquela época, havia criado o instituto justamente para isso – sem as amarras do estatuto dos servidores, seria mais fácil contratar, cobrar e demitir funcionários.

Oito anos depois, a estratégia sindical se revelou um tiro no pé. Com a extinção do Imesf, o atual governo agora corre para botar em prática o plano que considera ideal – e que, na avaliação dos sindicatos, é ainda pior do que aquele arquitetado na gestão Fortunati.

Marchezan promete qualificar os serviços repassando a administração dos postos de saúde para organizações sem fins lucrativos. Nesse modelo, os profissionais passariam a ser contratados por essas organizações – ou seja, não teriam mais vínculo com o poder público (que tradicionalmente demite menos e oferece mais benefícios) e receberiam salários provavelmente menores.

Em resumo, o governo gostou da decisão do Supremo. É por isso que, até agora, não entrou com os chamados embargos de declaração – esse tipo de recurso, por solicitar esclarecimentos ao tribunal, evitaria que as 1.840 demissões ocorressem de forma tão imediata.

Aliás, são as entidades sindicais que agora se articulam, em reuniões com advogados, para entrar com os embargos nos próximos dias: ainda querem o fim do Imesf, mas, dado o contexto atual, preferem jogar a extinção mais para a frente. A população, no meio da rixa, nesta quarta-feira (18) viu 17 postos de saúde sem funcionários.

A posição da prefeitura
Nesta quinta-feira, a prefeitura de Porto Alegre emitiu nota em resposta à coluna. Confira abaixo a íntegra do texto:

"A Prefeitura, por meio da Procuradoria Geral do Município, entrou com todos os recursos possíveis para tentar reverter a ação que resultou na extinção do Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (Imesf). A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) foi publicada em março. Em abril, o Município recorreu novamente, formulando um novo pedido de efeito suspensivo e pedido de modulação de efeitos. Em agosto, apresentou memoriais para tentar reverter a decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário.

Neste momento, todo e qualquer recurso seria somente protelatório e não mudaria a decisão do STF, apenas prolongaria a situação de instabilidade da população e dos profissionais. Seria apenas uma manobra jurídica que poderia resultar, inclusive, em multa judicial.

É importante lembrar que o processo foi criado, em 2011, pelos próprios sindicatos que representam categorias de trabalhadores. Não se trata de gostar, mas de olhar para a crise causada pelas próprias associações e modelos jurídicos falhos e transformá-la em uma oportunidade para oferecer mais saúde à população.

Com relação à proposta de transformar o Imesf em empresa pública, a administração esclarece que não é viável, porque empresas devem possuir natureza econômica e ter independência financeira. Portanto, o Município estaria tomando uma medida inconstitucional, da mesma forma como está sendo considerada pelo STF a criação do Imesf."

Nelsonpoa: Esse não é um país sério, como alguém cria uma um Instituto que já se sabia que era irregular? E como o prefeito não planeja uma saída sem que ao menos a população e os funcionários fiquem completamente a deriva e desnorteados?

Sobre o discurso do presidente na ONU

Eu passei anos tentando me esconder, usei preto por diversos anos, ainda uso, a minha credibilidade era o meu nome, as coisas que fiz e me arrependo ficaram no anonimato, para chegar um fdp e acabar com a minha seriedade...é como deixar o celular sem a senha na frente da mulher e ir no banheiro...pqp
-Se prefere estocar vento.. problema é teu.
eu sou uma piorra...um catavento praticamente...