quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Meu nome é Ninguém

Ao se formar em Filosofia na Universidade Federal de Pelotas(UfPel), aos 21 anos, Neimar Marcos da Silva precisava tomar uma decisão. Era 2006, e o filho de agricultores de Alpestre, no extremo norte gaúcho, tornava-se o primeiro da família a concluir um curso de graduação. Estudante conhecido em Pelotas pelo engajamento em projetos sociais e pelo envolvimento com diferentes grupos de pesquisa na universidade, Neimar vislumbrava dois caminhos. Em um deles, projetava-se pós-doutor aos 30 anos, com uma vida estável, atuando como professor na área, usando terno e gravata nas aulas, dirigindo um carro, pagando o financiamento da casa própria, saindo com diferentes mulheres e bebendo bons vinhos. Em outro, pulsava o desejo de desbravar o mundo, conhecer pessoas e aprender sobre xamanismo — prática descoberta durante o curso.
Antes de anunciar aos familiares a sua escolha, decidiu dar a eles o que chamou de “cortina de fumaça”. Havia decidido não participar da festa de formatura, mas, para não chocar pais e parentes, contratou um fotógrafo, pôs uma toga e posou para as lentes como recém-formado. Fez várias cópias da imagem e enviou-as para cada familiar. Recebeu as felicitações de avós e tios por telefone. Depois, comunicou aos pais que viajaria “para atuar junto a uma ONG internacional”.— Pensei: “A vida é tão curta! Vou ficar a minha vida inteira sentado, concluindo teses que ninguém vai ler, produzindo conhecimento morto?”. Foi quando me lembrei de uma frase do Don Juan: “A única coisa que importa na vida é encontrar o caminho do coração”. E eu fiz isso — recorda.
Neimar realmente havia decidido mudar. Além de deixar a carreira de lado, abandonou também as atividades como ator, bailarino e líder social em Pelotas. Queria recomeçar do zero, e em outro lugar do Brasil. A atitude mais radical veio a seguir: rasgou todos os documentos de identificação, cortou e pôs no lixo os próprios cartões bancários. A partir daquele momento, ele se tornaria “ninguém”.
Entre 2006 e 2009, envolveu-se com a ecovila itinerante Caravana Arco-Íris por La Paz – projeto criado no México e registrado na Espanha que promove o desenvolvimento por meio do voluntariado internacional. Selecionado para ser integrante da primeira trupe a desbravar o nordeste brasileiro, explicou aos organizadores a intenção de passar um tempo sem identidade definida. Foi aceito.Chamado de Ninguém pelos colegas, ajudou a levar teatro, dança, música e artes circenses ao sertão. Montando e desmontando os acampamentos do grupo, ele ampliou o saber sobre permacultura, um sistema no qual são criados ambientes totalmente sustentáveis, nos quais tudo o que se produz e consome, além dos próprios descartes, está em harmonia com a natureza. Ele descobriu essa prática ainda no período da universidade, ao fazer parte dos movimentos estudantil e de agroecologia.
Autodidata, aprofundou o conhecimento sobre o tema por meio de livros. Logo na parada inicial da caravana, em Aracaju (SE), conheceu grupos de agrofloresta e agroecologia. E auxiliou o departamento de permacultura da caravana, tornando-se responsável pelas oficinas sobre o tema – as aulas serviam para arrecadar dinheiro e se manterem na estrada. Ali ele se tornou não apenas um disseminador do conceito, mas também um educador. Com mais experiência, e ainda na Arco-Íris por La Paz, passou a dar aulas de bioconstrução e permacultura em Recife (PE) e Teresina (PI).Enquanto esteve ligado à caravana, pouco falou com os familiares. Só os visitava uma vez por ano. A liberdade de ir e vir junto ao grupo itinerante lhe permitiu viajar por quase todos os países da América do Sul e da América Central para compreender o xamanismo. Sempre de carona, às vezes atravessava países a convite dos xamãs – pessoas aptas a servirem chás e plantas medicinais tradicionais de uso milenar, capazes de provocar visões e curas. Hoje, diz ter visitado o submundo de cada lugar para ingressar ilegalmente nos países, sem precisar apresentar os documentos que, afinal, ele não tinha.
— Não tinha dinheiro nem passaporte. Eu vivia num mundo paralelo, mas era muito sagaz. Vai ser ninguém no dia a dia, no olho no olho... Na internet, é fácil ser ninguém — comenta, fazendo referência a quem usa perfis falsos nas redes sociais.Entre os xamãs anciãos espalhados pela América, Neimar, ou melhor, Ninguém era considerado um mensageiro. Um chasqui, como eram chamados no Império Inca os corredores ágeis que se revezavam, de um posto a outro, na missão de entregar mensagens oficiais. Distante da caravana, produzia artesanato para sobreviver. Aprendeu espanhol e o idioma indígena quíchua, participou de cerimônias importantes do xamanismo e chegou a ser convidado para estabelecer-se no México. Porém, como diz, o Brasil o chamava. Em 2009, já considerado um xamã ligado à linha tradicional inca e respeitado por quem seguia a prática, deixou a caravana para trabalhar com permacultura e estabelecer moradia em Recife, no Ecocentro Bicho do Mato.Até que se sentiu preparado para voltar a ter uma identidade. Decidiu se tornar Marcos Ninguém, proprietário da empresa Marcos Ninguém Permacultura. Os dois trabalhos, como xamã e designer em permacultura, lhe deram visibilidade no Exterior e amigos famosos, como a atriz e apresentadora de TV Maria Paula.
A convite para falar sobre os dois temas, visitou igrejas do Daime, espaços de terapia, institutos e até universidades em países latino-americanos. Mesmo mantendo a casa no Nordeste, ficava 15 dias do mês apenas viajando a trabalho. Nesse período, ainda viveu em Goiás durante um ano para ser coordenador de um processo de transformação de uma fazenda convencional em estação de permacultura, a Aldeia 2012.
Depois, convidado pela prefeitura de João Pessoa (PB), atuou como coordenador de um centro de estudos ambientais, função da qual desistiu quando tentaram obrigá-lo a fazer campanha política. Em seguida, mudou-se para São Paulo, onde foi professor no programa Gaia Education – uma das maiores referências em educação para sustentabilidade e design de ecovilas, ligado à Rede Global de Ecovilas.— Trabalho com o conceito de ser um maluco profissional. Vivo a minha loucura e vivo da loucura, com muito profissionalismo — esclarece, convicto.
Apesar de ganhar admiradores em diferentes Estados ao edificar prédios ecologicamente sustentáveis, Marcos sentia o desejo de retornar a Alpestre natal — para onde não voltava desde os 15 anos. Em 2015, de férias no município, ao nadar no Rio Bonito, decidiu estabelecer morada na região.Ao procurar um lugar para construir um instituto de permacultura, conversou com representantes da administração municipal, que lhe ofereceram o prédio abandonado de uma escola na localidade de Dom José, a 20 quilômetros do centro. A comunidade, que chegou a ter 250 famílias no passado, estava desvalorizada desde a instalação da Usina Foz do Chapecó sobre o Rio Uruguai — que obrigou dezenas de moradores a deixarem suas casas — e da falta de empregos para os mais jovens. Menos de 40 famílias de agricultores, a maioria composta por idosos, seguiam vivendo no local.
Entusiasmado em recompor um lugar praticamente esquecido, Marcos convidou o irmão, o arquiteto e permacultor Clairton da Silva, e amigos de todo o Brasil para um mutirão de reforma.
— Era uma vila inteira abandonada, por causa do impacto da barragem. O tecido social havia se rompido. Um cenário de guerra, uma vila fantasma. Nos desafiamos a transformar o lugar, usando a permacultura como ferramenta — conta, orgulhoso.Marcos e os parceiros avaliaram o local e trabalharam no design social da nova comunidade. Para estreitar os laços com os agricultores, prestaram assistência na colheita da laranja e do feijão, consertaram problemas estruturais e abriram fossas ecológicas. Marcos comprou duas casas na estrada principal, onde montou o escritório do grupo. É nele que são acolhidos os voluntários e onde foi fundada a Universidade Alternativa de Permacultura, Bioconstrução e Ecovilas (Unipermacultura), que oferece cursos EAD de Design de Permacultura, Bioconstrução, Agrofloresta e Design de Ecovilas.
A Ecovila Dom José, que ele classifica como o maior de todos os seus sonhos, foi montada em um terreno de três hectares. A divulgação na internet de um lugar com as próprias regras para viver em comunidade, com a proposta de casas feitas por meio da bioconstrução, atraiu muita gente. O consórcio é baseado na confiança, com um contraro em cartório e sem envolvimento de agência bancária. Em pouco tempo, surgiram interessados de todo o Brasil.Os proprietários pagam R$ 2 mil de entrada, e o dinheiro é usado para tornar a terra comunitária – ela é de todos. No acordo firmado com Marcos Ninguém, a cada cinco meses as pessoas desembolsam R$ 2 mil, e uma casa é erguida por semestre. Hoje, a técnica de bioconstrução usada é o superadobe – sacos de polipropileno são preenchidos com solo argiloso e moldados um a um –, com 10% de cimento usado no reboco. No total, o imóvel de 64 metros quadrados, com dois quartos, sala, cozinha e banheiro, custa R$ 50 mil. A meta é erguer 20 casas em 10 anos.Não há água encanada nem energia elétrica — o proprietário pode colocar, por conta própria, a energia solar fotovoltaica. Entre as moradias, sempre há uma horta ou uma fossa ecológica com sistema de tratamento de esgoto por evapotranspiração, ou seja, quando a água da terra, ao invés de se espalhar no lençol freático, sobe por meio de um filtro feito em camadas com pneus, entulho, brita, areia e terra. Sobre tudo isso, são plantadas bananeiras e taiobas, plantas macrófitas que absorvem muito líquido – dependendo da época do ano, uma bananeira chega a consumir até 30 litros de água por dia. A água do esgoto passa por esses filtros de baixo para cima, sendo limpa no caminho. Os coliformes fecais e outras bactérias que não morrem no processo são eliminados pela mineralização. A água chega às bananeiras já limpa e rica em nutrientes. Não há cheiro, nem moscas. Da superfície, vê-se apenas um jardim.
Prestes a finalizar a sexta moradia, Marcos pretende começar o projeto paisagístico de todo o terreno, para ser concluído em seis meses. As casas são padronizadas, e é proibido muros ou cercas dividindo os espaços. Se o proprietário desistir do contrato, não paga multa, mas precisará vender o prédio pelo valor corrigido. O comprador deve aceitar as regras coletivas — como não fazer churrasco na cozinha comunitária.
Marcos ressalta que a ecovila é apartidária e laica:

A grande dificuldade é lidar com um mundo no qual as pessoas estão acostumadas ao individualismo e à terceirização das responsabilidades. Trabalhar isso é complexo. Muitos vivem com a lógica “estou comprando, vocês me devem"

MARCOS NINGUÉM

Logo no começo da comunidade alternativa, ele enfrentou resistências. É que os moradores imaginaram chegar numa área pronta para morar e se sentiram enganados ao verem apenas mato e espaço para construírem as casas. A ideia da ecovila era um trabalho em conjunto. Hoje, com o treinamento dos próprios moradores da região, funcionários são contratados para o serviço bruto e têm a orientação da equipe de permacultores.
— Reconheço que usamos muitos gatilhos mentais do marketing, e as pessoas acharam que era a Disneylândia rural, tudo pronto, só desfrutar. Vendemos o projeto e a filosofia de vida, divulgamos como uma alternativa ao sistema e à sociedade. Não deixamos claro que a ecovila ainda estava em construção, e que ainda havia muito trabalho a ser feito — admite Marcos. — Nossa meta é provar que é possível, sendo um novo modelo de casa popular, de assentamento. Uma nova Cohab, mas ecológica. Ao jogar-se mais uma vez ao desconhecido, Marcos desafiou a si próprio a valorizar as terras em Dom José: desembolsou R$ 10 mil por hectare, mesmo que seu valor fosse R$ 4 mil. Deu certo: hoje, um hectare em Dom José custa R$ 30 mil.
Quem mais comemora são os agricultores locais que, aos poucos, foram se adaptando ao modo de vida de veganos, adeptos do xamanismo e de outras vertentes espirituais holísticas, como budistas e hare krishnas, que chegam buscando paz e conhecimento.Há um ano, Marcos organizou no local o Encontro Nacional de Comunidades Alternativas. O evento atraiu 700 jovens de todo o Brasil. A movimentação despertou a atenção de quem estava acostumado ao silêncio e a passagem apenas de bois e vacas pela estrada de acesso a Dom José. Os participantes acamparam nas terras da ecovila e, numa noite de vendaval, foram acolhidos no salão de festas da igreja da localidade, contando com a ajuda dos agricultores.
Nascido e criado em Dom José, Elias Bach, 60 anos, comemora a renovação da região. E elogia os forasteiros recém-chegados:
— O bom é que eles não comem carne. Não me preocupo porque não vão matar minhas galinhas e meus boizinhos. Pelo contrário, ajudam a cuidar dos pintos que fogem. São silenciosos e não comem nem as bergamotas do chão. São os melhores vizinhos. 
Totalmente adaptado ao ritmo da comunidade rural, Marcos Ninguém ainda ajudou a fundar a Tabacos Dom José, uma empresa criada para representar os produtos gerados de forma agroecológica pelos pequenos produtores.Hoje com 35 anos, solteiro e pai de Morena Flor, quatro anos, que mora com a mãe em São Paulo, Marcos define-se como um intelectual orgânico – lembrando o conceito criado pelo italiano Antonio Gramschi sobre quem se mantém ligado à comunidade de sua origem, atuando como porta-voz desta. E já quer se aposentar. É que o caminho percorrido não foi curto. Bem antes de se tornar xamã e especialista em permacultura, ele fez a primeira horta sozinho — tinha cinco anos. Viveu com a família no interior do Mato Grosso até os seis, começou a trabalhar como mecânico aos 11, iniciou-se na dança, no teatro e no circo aos 16. Aos 17, fundou a ONG Organização Brasileira de Revolução Social e Artística (Obras) para atender a mais de 500 adolescentes carentes de Pelotas. Em seguida, trabalhava com produção cultural e de eventos e dava aula de teatro na UfPel, até que, aos 21, viu sua primeira peça, Tu Mesmo — A Perda de Si na Busca do Outro, ser montada no teatro.
— Meu sonho é “sair de cena” aos 40 anos para apenas viver na ecovila — projeta. — Gosto mesmo é de fazer algo que sei que fará a diferença, não importa se vou ou não ganhar dinheiro. O mais importante é ter propósito.
Por fim, faz um convite, usando um vocabulário peculiar para se colocar como parceiro em eventuais empreitadas alternativas:
— Quer aprender sobre permacultura? Vem para cá e trabalha comigo. Vamos hackear o sistema, e não bater de frente com ele

Nelsonpoa: ser anônimo é uma experiência e tanto.  Agora, ser ninguém é de outro mundo, de uma outra realidade, aquela que pertence ao universo paralelo, ao qual ainda tenho dúvidas. Criar um modelo é o que parece que nos resta, sem a interferência de qualquer governo e suas inúmeras condições de desvios, quem  quiser ser auto-sustentável,  precisa fazer a sua parte para o crescimento de toda comunidade, além de ser uma filosofia de vida é a liberdade através de um conceito pré-pronto. Ser ninguém é o desejo de toda pessoa que está cansada de sua origem e que não projeta um futuro sem ter que primeiro o que foi realizado de ruim  no seu passado e que não é o culpado. A realidade das decisões afeta quem não teve a sua parte construída, pelo contrário,  percebeu que foi enganado por diversos governos que corromperam todo processo de construção do desejo de uma metrópole desenvolvida sob a égide do maior modelo tecnológico sustentável, evolução da espécie humana com desenvoltura.

Mulheres que sofreram assédio ou abuso sexual têm mais chances de desenvolver doenças, diz pesquisa

Postado por Redação Donna

Ansiedade, depressão, insônia e pressão alta. Essas são apenas algumas das possíveis conseqüências para a saúde de mulheres que sofreram algum tipo de agressão sexual ou assédio. É o que mostrou um estudo da publicação científica Jama Internal Medicine, publicado no início de outubro nos Estados Unidos.
Na pesquisa, foram ouvidas 304 mulheres não fumantes com idade entre 40 e 60 anos. O levantamento apontou que 19% delas relataram já ter sofrido assédio sexual, 22% afirmaram ter sido vítima de agressão sexual em algum momento da vida e 10% disseram que passaram por ambas as situações.
Nem sei como escrever nesse texto que está pela metade, quem sofre com esse tipo de situação está completamente sob pressão do seu sobrenatural, da sua mente completamente poluída e dramatizada pela agressão sofrida, precisa de ajuda ou que uma alma caridosa, que também precisa ser sensível aos seus desejos mais profundos de reparação possam ajudar.

Por que a maconha afeta homens e mulheres de formas diferentes? Estudo tenta encontrar a resposta

— Os esteróides sexuais masculinos aumentam o comportamento de risco e suprimem o sistema de recompensa, o que pode explicar por que os homens são mais suscetíveis a experimentar drogas, incluindo maconha — justificou a coautora do estudo, Liana Fattore, do National Research Council, da Itália
Apesar dos resultados, os pesquisadores sugerem cautela, pois o levantamento considera estudos feitos apenas em animais.
É apenas uma constatação, Homens se arriscam mais que as mulheres, em todos os sentidos. As mulheres, por uma paixão botam a casa abaixo e detonam quem estiver pela frente, depois ficam sujeitas ao feminicidio exacerbado. A pergunta que mais intetessa é como se livrar desse vício? Existem vários caminhos e eles estão a disposição para quem procura uma solução rápida e definitiva. Primeiro, o interesse em sair dessa situação e assumir o controle de tudo e dos próprios atos e não ter medo de perder, já que você já foi derrotado. Monte o seu fluxograma, a cabeça precisa se ocupar e se permitir. Qual o preço a pagar? Quem  vai pagar? A resposta está com você e a concentração está na decisão de resolver o problema que não lhe traz mais o resultado esperado, a paixão deixou de ser o objetivo, agora só resta o foco, esse sim passa a ser o objetivo principal, você precisa  substituir você mesmo no jogo e não trata-se mais uma troca de peças, apenas, você foi intimado pelo inconsciente a transitar por fora da sua razão, não trata mais de resposta e sim de decisão de começar novamente sem recuperar o disco rígido, tem tempo para isso, necessidade de ter uma  outra história que te liberte para recomeçar, agora mais maduro  e experiente.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Uma nova proposta alternativa

[30/10/2018 10:24] : Isso exige uma formação. Esses tempos apareceu um caso de um que desapareceu por uns tempos e deixou várias  mensagens escritas em uma língua estranha, isso não é normal porque a tendência no futuro será essa, do universo paralelo.
[30/10/2018 11:20]: Isso não acontece do nada, tem uns que nao conseguem se livrar do que é normal e acabam se  enforcando,  tem os outros que necessitam do  espaço e.andam velejando, de carro, moto,  a pé...agora construir uma comunidade e uma forma de vida auto sustentável, primeiro tem que gostar e amar  a natureza e saber viver dentro desse ambiente, conheço várias pessoas que pensam dessa forma, até a Jandira, que não é o meu modelo.
[30/10/2018 11:23]: Eu gosto de ser ninguém, de outra forma, e o que ainda me mantém é a pmpa, depois tenho várias idéias sustentáveis, aproveitar o resto que falta em outras condições.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Na quase virada do ano...

[01/12/2018 13:44]Lya Luft é uma escritora que fala muito sobre isso, relacionamentos, palavras mal ditas etc...a mãe gostava muito dessa escritora, e eu confesso que me tornei um admirador das colunas dela de Domingo, dela e do dr. Camargo e os textos que escrevo são muitos baseados nessas idéias e concepções sobre a vida.
[01/12/2018 13:48] Infelizmente a idade já não me reconhece como uma pessoa com paciência e vontade de fazer a coisa dar certo, a gente acaba desviando o nosso destino para outras prioridades, a sabedoria nos induz a essas coisas e o que era importante, já não é mais tanto. Vida que segue minha querida.

Tu és muito nova e o tempo resolve muita coisa, por isso a paciência é importante  nessa fase, segurar a ansiedade e se preparar para o que está por vir ainda. Um pouco diferente da nosso fase, dos 60, que já não temos tanto tempo e a paciência já não tem mais o mesmo significado. Acho que entendes o que quero dizer.
 Se não fosse aquela Conmebol o Grêmio seria tetra da América.

Eu te conto isso um dia e porque os relacionamentos se complicam pelas atitudes das pessoas, insensíveis que são em determinado momento da vida, coisas que são difíceis de aceitar e entender, quiçá perdoar. Enfim, isso explica muita coisa em relação à familia e o cuidado que devemos ter quando dizemos e fazemos coisas sem primeiro pergintar a nossa consciência se o "procedimento" vai causar que tamanho de estrago, as pessoas são diferentes e nem todas tem a mesma capacidade de aceitação sobre o que se diz em momentos delicados.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

José Tarciso de Souza, o Flecha Negra

Texto escrito em 05/12/18.
A história de José Tarciso de Souza é o começo do Gremio Campeão do Mundo. Iniciou num jogo em que com a sua velocidade, jogando pelo América-RJ, passou voando por um zagueiro do Internacional, Pontes na época. Gremio contratou por causa diaao. Jogou durante muito tempo ainda nos veteranos do Grêmio, no gramado suplementar do Olímpico, um prazer vê-lo jogar. Conheci a figura quando trabalhei no Grêmio em 1978. Foi ele que errou o penalti em 77, que me deixou até hoje com sopro no coração. Como vereador nao estava votando a nosso favor.  Antes de Renato, Tarciso merecia uma estátua em local estratégico na esplanada e seus pés estão na calçada da fama.

Carta de despedida à tia Nelly

Oi...lamento a perda irreparável de nossa tia, companheira da mãe em tantas jornadas, mulher carismática de voz doce e suave. Farei minhas orações para ela aqui em Porto Alegre, na igreja do Rosário, onde desejava que ela tivesse uma passagem tranquila, como ela era, se assim fosse o desejo do Senhor. Fica na nossa mente os momentos em que convivemos em tempos em que a nossa história se misturava com a dela, ela sabia muito e conhecia as pessoas como poucos, foi um privilégio ter estado com ela quando nos visitava e a parceria que teve com a nossa mãe. Fica isso de mais importante, o quanto ela representou em sua passagem nas nossas vidas. Por favor dê um beijo no coração dela. Abraço.

39 anos de casamento...

Como diz Luana Piovani: "casamento é para os fortes"...
O melhor de estar tanto tempo juntos é que a gente vai "ensurdecendo" juntos.  As concessões, manias e esquisitices, já não têm mais tanta importância, é quando o tempo transcendeu a relação, a cumplicidade  veio emergindo a cada ano,  esse é o grande mérito a ser admirado, onde percebemos que ainda  existe tempo para continuar sonhando, acreditar e ser feliz.

Relacionamento à prova

Ela é uma mulher boa, madura, te fez melhor, ela conseguiu mudar o que a gente tentou a tua vida inteira, ela te tirou do anonimato e te deu um sobre nome,  só que isso tem um preço, para mim foi como o preço da loira aquela da Getúlio, que eu não quis pagar, no final ela disse que "não era tudo isso" como ela pensava, falando da boca para fora. Tu  devia ter conhecido ela antes, bem antes, que poderia mandar ela calar a boca sem ela mesmo notar...por uma novinha tu ia estar fazendo coisa pior. A minha finalmente entendeu que tudo é uma troca e falta de despeito o relacionamento está fadado ao fim. Agora nas férias vou avaliar melhor o projeto válvula de escape sem me comprometer e...sem custos,  para quando voltar.
AFFAIR COM AS TREVAS
das preciosidades do poeta Ricardo Mainieri

tinha um affair
com as trevas

era belicoso
preconceituoso
implacável

a vida gravitava
em volta de seu umbigo

olhava os outros
do alto
imponente

no último momento
quis pedir clemência

era tarde.

Esse poema do poeta Ricardo Maineri é uma carta convite ao passado, lembranças de momentos que nem sei eu mesmo como descreveria, encontrei a loira semana passada no Renner, loja tradicional, estávamos no terceiro andar, ela olhou para mim, me reconheceu, mas não encarou, ficou em dúvida, logo uma  psicóloga não sabendo ao certo como agir, eu  não pestanejei e saí dali correndo, fui para o primeiro andar e dali para o local incerto, ela estava com  cabelos pretos, e mw parecia tão ou mais parecida como daquela época que fomos tão próximos, que nos olhamos tão pertos, que a gente não imagina o porque de fato aquilo era necessário, só existia uma resposta, paixão desequilibrada e tão mal resolvida, era apenas para ser um caso, assim como as relações que não tem significado real em relação ao que determina o sexo como paixão sustentável e o amor, afinidade maior em relação ao amor.