segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Cateterismo e Angioplastia...

O conselho e' para quem já passou dos cinqüenta, obesos, fumantes e estressados. Fazer eletrocardiograma uma vez por ano, como se fosse ao urologista. Quem gosta de um churrasco, depois dos 40 fica sendo fundamental. Foi numa dessas visitas que fiquei sabendo de uma artéria entupida. Achei tudo muito estranho, mas enfim acontece.  Na verdade aconteceu de forma inesperada e no melhor da monja forma física aos 54, diabético e hipertenso, estressado com o trabalho e as pessoas que jogam contra. Sei que numa consulta com meu cardiologista pedi ao final da consulta que fizesse um eletrocardiograma. Dali parecia que tinha um problema. Resolvemos então fazer uma cintilografia em esforço e em repouso. Apareceu um problema no repouso do esforço, tudo muito sutil. No laudo não havia comprometimento do coração. Restava então fazer um cateterismo, que é injetar o catéter pela veia do pulso(3 horas de recuperação)ou pela virilha(6horas de recuperação), um procedimento simples, mas cheio de detalhes quanto ao jejum e a medicação da diabete. O resultado do exame se a lesão for grave e/ou moderada implica mecessariamente um procedimento de angioplastia com colocação de stent, que é o retorno ao hospital novamente num prazo mínimo de quinze dias, em repouso absoluto, por recomendação médica. Esse outro exame requer paciência de todos.
Quando o paciente está tendo um enfarte todo esse procedimento é feito de uma só vez, até pelo SUS, mas os riscos são muito grandes.
Na realidade é uma doença traiçoeira, poorque os sintomas se confundem(dorMmência e formigamento nas mãos, dor nas costas) mesmo o paciente tendo uma vida intensamente ativa, eventuais tonturas se confundem com problemas na columa lombar e adjacências).

sábado, 15 de novembro de 2014

Renato Duque e Paulo Roberto Costa

Quando conto que compramos nosso apartamento com o dinheiro das ações da Petrobrás, aquelas do fgts, ninguém poderia imaginar o rendimento, isso que investimos apenas 50% do valor depositado. Usamos toda aplicação. A partir daquele momento as ações começaram, inexplicavelmente, começaram a despencar, muitos foram prejudicados. Tinha um tio que se aposentou na Petrobrás, nunca ostentou nada, até a sua morte, tinha uma vida discreta.
Conheci um amigo que viu dinheiro vivo na mesa de um gerente na Infraero lá pelos anos de 2001.
A carreira política é obscena e o sistema permite a corrupção em todos os níveis, todos perdem muito em todos os níveis e quanto tempo ainda teremos que esperar para se tornar um crime hediondo com extensão aos partidos políticos?

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Formatura e Formandos

Estive em duas formaturas familiares. Recordo bem de ambas.
Na formatura do meu sobrinho e afilhado, no espaço reservado a família só estava eu, quis o destino que eu saísse da condição de padrinho e representasse o pai dele, que não pode vir, desavenças que não conseguimos superar. A mãe, no dia, perdeu a chave da casa, não conseguiu chegar a tempo de ver a entrega do canudo, o destino nos prega cada peça; e eu me vi sozinho, como aquela música que canta Caetano. Era uma formatura de Medicina, se eu não faltei nem a do jardim de infância, não ia ser essa.
Encaminhei ao pai o convite do lugar que era dele me fazendo representar.
A outra formatura era do meu próprio filho, cheguei quando o hino estava sendo tocado, infelizmente minha carona estava bêbada e outro interessado perdeu o senso de compromisso familiar que nunca teve. Assisti em um lugar comum, que era o que eu merecia na voz do formando, esperei a entrega do canudo e o pronunciamento da apresentação dos novos admnistradores.
Fui na festa apenas do meu afilhado, na outra...apenas não fui.

Sobre a saída do Lauro Quadros...

Lauro Quadros e Ranzolin fizeram uma dupla e tanto. Ranzolin ascendeu em substituição a Pedro Pereira, um mestre na arte de narrar, falecido naquela tarde em Tarumã. Ambos alçaram voos maiores sempre no rádio, às vezes na tv, deixaram seus ensinamentos, mas não conseguiram passar o seu carisma futebolístico; viveram intensamente o futebol: com eles, Milton Yung, narrador clássico. Fica um Denardin sem brilho e outros que tentam preservar o que tem de melhor o RS em termos de rádio. Foi-se o tempo que os dinossauros eram tão populares que eram aguardados a sua opinião, no radinho de pilha, por nossos pais, até o boa noite final.

Relatos Selvagens...

Assisti apenas por curiosidade ao filme em que num dos episódios aparece o ator Ricardo Darin tentando nos fazer lembrar o filme Um dia de fúria, com Kirk Douglas. São pequenas estórias que nos prendem até o final, cada uma mais surpreendente do que a outra. Todas tratam a questão da violência de forma irracional; mesmo na tragédia temos momentos de comédia.
Interestelar teve a capacidade de lotar a sala de cinema fazendo aa pessoas procurarem por seus lugares numerados, um filme cansativo e em certos momentos emocionantes, de uma fotografia buscando a ousadia, tentei buscar nele a magia e a suavidade encontrada em Gravidade, mas não foi possível.
Refem da paixão sim é um filme puro, com uma mensagem de que o amor e a paixão superam barreiras de tempo e admiração das pessoas que passam e ficam em nossas vidas para sempre.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

sobre o sala de redação...

Não escuto o sala de redação nunca, nem por engano, não gosto do estilo do programa e nem dos participantes, não se compara a um café-tvcom. Entretanto resolvi assistir aquele dia porque o grêmio não vencia um grenal fazia muito tempo, não fui naquele jogo, queria entender como aconteceu aquele resultado. Ao vivo e com o fone dentro do ouvido escutei aquela discussão ridicula de sempre, aquela baboseira e com um keny Braga bastante alterado face as provocações, achei que o anunciante só poderia mesmo ser aquele naquele momento. Todos amigos que conheço escutam o sala e ficam ali torcendo...por isso o resultado do jogo e' tão importante.
Conheço o Kenny por pegar a mesma lotação que a minha, foi pego de surpresa na mesquinharia e foi trocado por um novo elemento mais qualificado e fino; aquele modelo estava superado e a corda bamba caiu. Santana vai para geladeira, mesmo que em fim de carreira foi pego de surpresa em relação ao seu algoz de trabalho. Caso parecido  poderia ser equiparado ao caso do Veríssimo com o Juremir que deu ao prejudicado um salto na sua carreira profissional uma posição invejável para quem desceu até o fim do poço e retornou como grande nome da literatura brasileira.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Ainda sobre a educação...

Pois tenho procurado encontrar as respostas da educação em relação aos fatos que realmente interessam quando se fala do ensino aprendizagem. Temos que considerar a profissão é desgastante mais ao mesmo tempo apaixonante, mas  que atualmente necessita de constante alteração de atualização física do professor (estar em condições físicas e mentais ideais) para estar a frente dos alunos inclusive no aspecto tecnológico, não pode ficar para trás, mas ele tem que se dar conta que não é mais o dono da verdade, por isso que hoje em dia alguns intelectuais querem trocam a palavra professora por facilitador. Está se encerrando um ciclo do profissional que está disposto na frente da sala de aula com seus comandados e precisando despejar a matéria que faz parte do programa de educar que a própria secretaria de educação cobra os resultados, agora temos alunos mais bem preparados e aptos a "duvidar" da capacidade do professor. Hoje na verdade o que existe é uma troca de informações, e isso deve ser imposto como sempre da forma antiga, medido através da capacidade de conhecimentos adquiridos na sala de aula. O professor terá com ele apenas a experiência a capacidade de se relacionar com os alunos, que pode fazer a grande diferença na medição dos alunos que chegaram a faculdade com aquela percepção de que o professor disse que eu tenho condições e que não posso desapontá-lo.
Pais esperam que os professores cumpram os papéis que são deles na realidade, a questão da essência da vida familiar, numa herança desprovida de exemplos claros.e éticos, personalidades as mais variadas possíveis, posturas diferentes, necessidades diferentes, relação financeira opostas em sentidos contrários, tudo uma grande confusão para ser administrada por quem não consegue resolver os problemas da sua vida particular e ainda necessita vender artigos paraguaios para tentar melhorar seu padrão de vida; como é que vamos depositar nossas esperanças numa classe tão inconstante e sem a preparação necessária para atingir seus objetivos. Os próprios professores confundem seus papéis com o de pais, às vezes tendo as mesmas atitudes romanas e feudais em relação a esse papel, chega a ser constrangedor ter que admitir esse próprio conteúdo ou também se expor dessa forma, mostrando que também tem os mesmos defeitos dos pais que procuram saber por que os alunos não estão me condições de serem aprovados e porque o professor não assume essa culpa?
Seria necessário uma nova visualização do contexto educacional através dos dinossauros que compõe o processo educacional e trazer de volta a ativa os profissionais que detém a experiência de muitos anos; e esses podem ,através de uma nova abordagem, criar então uma nova forma de que todos os alunos,  sem exceção, entendam qual o seu verdadeiro papel nesse mundo contextualizado da nova educação brasileira. A experiência de anos nos bancos escolares deve ser incorporadas ao plano de carreira na forma de consultoria tri-partide, com suas definições e gratificações, juntadas ao vencimento através da carreira normatizada e com vantagens no final da carreira que o mantenham atualizado dentro da escola. O final da carreira deve se elevado a uma realidade educacional de mestre em determinado contexto de profissão. mesmo que seja a de um técnico profissionalizante, o que vale é a atitude e o estigma de fazer valer o aluno que chegar a faculdade o professor terá o benefício de entrega da chave de interesse educacional, a honra de que seu aluno atingiu a porta do seu plano educacional traçado no início da escola.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Conversa com o Urologista


texto publicado em 13/12/2010 

 

Pois agora pela manhã chegou aqui na sala, do meu trabalho,
 uma tal de coordenadora de Nutrição da Saúde, que veio falar com meu colega 
da outra estação, mas a danada da enfermeira  doida era a cara e o jeito da CC,
até as roupas que usavam eram as mesmas, sem falar do cabelo...não é mole...
não sei do perfume, sempre é algo marcante, mas não senti naquele momento;
lembro até hoje o bock que a CC fez no auge da sua idade e do nosso
 relacionamento, parece que fez como forma de provocação ou coisa parecida
, me deu de aniversário, mais foi um presente que nunca fique com ele,
 uma pena. 
Tenho umas cartas ainda que deixei com um amigo, cartas de antigas 
namoradas, junto com fotos, calcinhas e outros dizeres...
 
Pois no sábado eu resolvi dar uma chegada na zona e encarar uma
antiga conhecida, que na hora que a encontrei disse que se lembrava de mim e
perguntou porque eu andava sumido, aproveitou o ensejo e fez a proposta e sempre, pediu para eu não fumar na hora H, pois disse que eu não teria o mesmo rendimento...me lembro da baixinha, ela foi bem incisiva há uns 10 anos atrás, queria romance, compromisso naquela época, mas o tempo passou e a noite judia muito de qualquer mulher...;pois ficou uma
hora de boca no pirulito e depois de muita força ela disse que ficou com a
boca "dormente", e que teria que ir direto para casa...hoje analisando o
pirulito cientificamente, percebi que ele está descascando...não sei o que aconteceu, pois nem a camisinha teve o efeito desejado.
 
 

 Aparentemente o pirulito está se recuperando, me lembro que uma situação assim só aconteceu com a loca, quando ela, enlouquecida que estava, sentou em cima do boneco e, como consequência, rasgou o danado, saiu sangue inclusive, me lembro bem, fiquei um mês nessa situação, não teve jeito,  fui no tarado do urologista que queria me agarrar de qualquer jeito e queria inclusive me fazer uma cirurgia sobre a situação, eu disse que não haveria a menor possibilidade, mesmo que a anestesia fosse ambulatorial como havia sugerido, mesmo assim não entrei naquela, agora tenho que ver como vai ficar o comportamento a partir de agora...

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

SOBRE A EMERGÊNCIA DO SUS

Há algum tempo atrás acompanhei e propus a um amigo, para que relatasse sua experiência numa cadeira de rodas pelo SUS, no Hospital Conceição, 7 dias e 7 noites, tinha dores horríveis e precisava retirar um olho, já que a experiência realizada pelo banco de olhos, em forma de emergência, não teria dado resultado. Me lembro que foi uma época muito difícil, as dores horríveis, dormir abraçado na mãe e tomando remédios muito fortes, uma fase que foi superada após uma luta angustiante até a retirada e implantação de um globo ocular novo. Era tão interessante a trajetória dele naquele hospital que propus lançarmos um livro contanto essa história comovente e o tempo depois que esteve internado e ajudava os pacientes do seu quarto que continham um tanto de pacientes no mesmo quarto que o seu separado apenas por uma cortina... A intenção desse texto é apenas verificar que o atendimento do sus em determinados lugares continua o mesmo, mudou talvez para pior, como saber? As pessoas continuam a chegar e atrapalhar a vida dos outros que realmente necessitam de atendimento, chegam na ambulância porque caíram no banheiro fazendo a barba, estando bêbadas ou não, como a situação é de emergência passam na frente dos que ficam 6 a oito horas na espera. Ali, quem não estava doente, ou estava com uma dor "segura", acaba piorando, as cadeiras completamente desconfortáveis, para se passar ali todo aquele tempo, além disso, na rua tem os bancos, que o encosto é na parede, as pessoas continuam tendo ataques na fila, outras choram desesperadamente, outras são avaliadas pela necessidade emergencial, fita vermelha(está muito ruim), amarela(desesperadora) verde(em condições) azul (menos emergente). Como fazer um planejamento desse atendimento por uma classe menos favorecida onde se misturam até os conveniados. É um atendimento de quinta categoria para o povo, onde os bêbados, velhos, moradores de rua, drogados e loucos de todo gênero, passam o atendimento na frente da mãe que trabalha, que está doente, do trabalhador que vem direto do trabalho com aquela roupa e cheio característico de obras, do gerente, do pai de família que machucou o pé, certamente vão criar o atendimento preferencial para os afrodescendentes também, é o que acontece nesse país. Então, se temos que arrumar o atendimento, tem-se que criar um plano de gestão que primeiro se dê condições de atendimento para esse povo, não em nível hoteleiro, mas com condições básicas de monitoramento desde a entrada até a saída do paciente, com o mínimo de aparelhagem que possam fazer esse pessoal se sentir menos humilhado e em condições de ficar mais tempo longe de uma emergência desse tipo.

SOBRE O SENTIMENTO DE CULPA

Existe um grande alívio quando entendemos de que não somos o único culpado quando as coisas acontecem erradas nas nossas vidas, de que todo sacrifício de recomeçar do nada, de perder e poder abrir mão de bens materiais, não foi em vão, pode-se então ficar mais livre, leve e solto na vida, não precisar mais voltar as páginas anteriores porque estavam completamente amassadas, as letras estavam já apagadas, as fotos foram rasgadas e retiradas, não será mais possível recuperar o espaço que estavam destinadas as mesmas. Depois se pressupõe que quando o trem já é outro, a vida te apresenta com uma nova alternativa, com outras possibilidades, surgem as dúvidas em relação aos acontecimentos que nos cercam, da interpretação dos sonhos, tão insistentes, da falta de companhia, do pesar por uma vida desfeita, por uma questão apenas financeira e por isso, a mesma situação começa a te cercar, vem o medo de tudo volte a acontecer da mesma forma, existe a necessidade de evitar que isso aconteça. Pede-se que Deus interfira, mas ele te apresenta alternativas e outras acabam se sobrepondo ao que pode acontecer de fato. O Sentimento de culpa deixa de existir quando tudo que acontece extrapola o vazio do nosso interior, de que tudo que se viver e o que representou na nossa vida, terminou não apenas a batalha, terminou a guerra. De que existe coisa maior do que todo esse contexto sombrio e doentio, de que ainda é tempo de reavaliar o que ficou para trás, da forma agressiva como as coisas aconteceram, do inusitado, do inesperado, da falta de se colocar um no lugar do outro. Permanece em nosso peito apenas os aspectos florais e intrépidos do quanto fomos prejudicados em nosso orgulho e na nossa autoestima, nos damos por conta que foi uma total falta de sensibilidade com quem sempre esteve ao nosso lado, que se importava com a gente, mesmo que contando apenas com a presença, tudo respirava uma vida inteira, como matar alguém que representava tudo e ao mesmo tempo não representava mais nada? Sigam-se os conselhos, avalia-se a memória, pegam-se as experiências e o que os livros dizem a respeito e aplicam-se todas as regras conhecidas para aquele momento, não acredita-se que existe uma única e grande diferença, de que apenas um pessoa possa ser tão diferente das demais, que foi isso que a fez sentir atraída no início de tudo, de desafiar paradigmas por causa disso, de ir de encontro a todos os valores e credos de determinada época. Depois viu-se que foi tudo em vão, mas que os laços que os unia eram tão sérios, ricos e limpos que com o fim de tudo seria o fim deles mesmos, não seria possível mais recompor se uma das almas não encontrasse com a outra, desarmada e já completamente despedaçada clamando por inocência, pedindo por aceite, de que pudesse voltar novamente ao cerne de toda questão. Procura-se encontrar os motivos nos sonhos, procura-se a resposta para as coisas, de que um deles consiga realmente se afastar de tudo aquilo que se percebeu fosse tão sério, aquilo que agora estava se tentando se desprender, era, de fato, tudo que motivou ficar junto durante tanto tempo, existia muito mais do que apenas vínculos afetivos, existia a história que unia ambos. Fica apenas o vazio que se preenche com os pensamentos e as tentativas infrutíferas de esquecimento, eles aparecem nos sonhos e em tudo que se lembra de tudo o que aconteceu, como então esquecer o que está sempre em nossos pensamentos e na nossa alma?